SIC desmantela rede criminosa que pretendia reproduzir mais de 11 milhões dólares norte-americanos
Na sequência de uma Micro-Operação e no âmbito da prevenção e combate à criminalidade violenta e contrafacção de moeda estrangeira, as Direções Centrais de Combate ao Crime Organizado e de Operações do SIC, detiveram na sexta-feira última, 01, 04 cidadãos dos quais um de nacionalidade brasileira, de 51 anos de idade, flagrados em posse de três cofres e duas malas, contendo películas que estavam prestes a ser utilizadas para falsificação de notas de dólares norte-americanos.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações à imprensa, nesta segunda-feira, 04, o porta-voz do SIC Geral, Manuel Halaiwa, fez saber que, na primeira acção, foi detido na via pública, mais precisamente na zona do Morro Bento, o cidadão nacionalidade brasileira residente em Angola há mais de 17 anos, engenheiro mecânico, que trabalha na Lunda Norte, quando transportava no interior da sua viatura de marca Toyota, modelo Hilux, três dos quatro cofres contendo películas quando se dirigia para um laboratório, onde as notas seriam reproduzidas.
Informou ainda que, na sequência, foram detidos três cidadãos nacionais que faziam parte da rede criminosa, residentes na zona do Zango, município de Viana, encontrados com outras duas malas sendo que uma delas continha um cofre, e outra com várias películas que estavam prestes a ser utilizadas para a devida falsificação das notas de dólares.
"Daquilo ainda que são as investigações, o SIC determinou que parte destes cofres foram entregues a um cidadão residente na província do Bié que também entregou a um outro cidadão que teria a missão de arranjar um comprador e, posteriormente, no suposto laboratório reproduzir as notas", revelou.
Para o responsável, o que mais chama a atenção é o facto de os indivíduos terem introduzido nos cofres um pó branco, algodão, e injector clinner, além das películas.
Segundo o porta-voz, dá-se a hipótese de envolver uma simulação, uma vez que para arrolar o submundo e atrair os supostos compradores das notas falsas, estes enganam-os de haver uma substância química tóxica que não podem ser tocada por quem não sabe manuseá-la. "Podem estar também envolvidos em crimes de burla, para tentar ludibriar terceiros", informou.
Manuel Halaiwa realçou ainda que se fossem falsificadas as películas, teriam um montante de 11 milhões e 500 mil dólares norte-americanos.
Quanto o laboratório, aquele responsável avança que estaria localizado na Cidade Universitária.








