Em Cabinda - Direcção do SIC acusada de banalizar processo de jovem de 18 anos assassinado a tiros por elementos desconhecidos, Porta-voz rebate acusações
A Direcção do Serviço de Investigação Criminal (SIC), na Província de Cabinda, está a ser acusada de banalizar o processo do cidadão que em vida atendia pelo nome Reinaldo Macosso Luemba, de 18 anos de idade, morador do bairro Santa Catarina, morto a tiros no dia 30 de Outubro do ano em curso, por indivíduos não identificados.
Por: Kihunga Bessa
Em exclusivo ao jornal Na Mira do Crime, Gime Morais Marcelo Luemba, Pai da vítima, conta que o crime ocorreu por volta das 21 horas e 40 minutos, quando a sua esposa encontrava- se a descansar e de repente ouviu alguns disparos defronte a sua residência e ouviu a voz do filho clamando por ajuda.
Explica ainda que quando a mesma levantou-se e foi em direcção a porta, logo que abriu, viu o filho estatelado no chão, junto o portão, já sem vida, mas com o seu telemóvel no bolso.
Sem saber os autores e motivos dos disparos, dois dos quais atingiram a região do peito, o nosso entrevistado acrescentou que no dia do crime encontrava-se em Luanda por motivos de trabalho.
"Tomei conhecimento do caso por intermédio da minha esposa, minutos depois da ocorrência, e por volta das 22 horas acionamos o Serviço de Investigação Criminal para participar", recordou.
De acordo com o nosso entrevistado, das 22 horas que os efectivos do SIC foram informados, só fizeram a remoção do cadáver por volta das 4 horas do dia seguinte.
Acrescentou também que depois da morte, no dia seguinte, os familiares dirigiram- se até ao piquete do SIC onde abriram uma participação, e lhes foi passado o número do processo pela PGR-79761/2024 sob instrução da Sra. Kifundada.
"No dia da remoção do cadáver os efetivos do SIC levaram o telefone do meu filho, porque diziam ser fundamental na investigação, que os mesmos haviam prometido levar acabo". No entanto, sublinha que, de lá para cá, tudo que recebem daquelas instituições (PGR e SIC), são apenas voltas por trás de voltas.
"Nem devolvem o telefone aos familiares, alegando que está no laboratório", revelou.
De acordo com o progenitor, naquela mesma noite o SIC deteve 2 amigos e vizinho que se encontravam com seu filho dentro da sua casa, e que são supostamente os principais suspeitas, mas, conta, foram soltos três dias depois, por serem considerados inocentes.
Salienta que até a data presente, o SIC pouco ou nada faz para esclarecer o caso.
"Queremos que se faça justiça e que os causadores da morte do meu filho sejam encontrados e responsabilizados criminalmente", clamou o pai.
Para saber mais sobre a situação, o jornal Na Mira do Crime contactou
o Porta voz do SIC- Cabinda, Edilson Pipa, que informou que o erro foi por parte da família, por terem abandonado o caso, após abertura do processo.
"Como é que a pessoa vai fazer queixa e depois desaparece, se o processo tem prazo, uma vez que o caso ocorreu por autoria desconhecida", questionou.
Alegou que o processo corre os seus trâmites legais, sem violabilidade de qualquer princípio.
Por outra, explicou que ainda ontem, segunda-feira, 18, mandou chamar o tio do malogrado para ser tomada declarações, mas infelizmente não se fez presente por trabalhar num outro município.








