Comando Municipal de Cacuaco acusado de "esconder" homicidas que assassinaram efectivo da Casa Militar do PR
O Comando Municipal de Cacuaco, está a ser acusado de não querer esclarecer o caso de homicídio em que foi vítima o cidadão Virgílio Bernardo, de 43 anos de idade, pertencente à casa Militar do Presidente da República, ocorrido no dia 10 do mês em curso, no Hospital Militar Central, mesmo depois de obterem os resultados da autópsia
Por: Kihunga Bessa
Segundo os familiares, depois das voltas que tiveram na esquadra do Ângelo, rumaram para o Comando Municipal de Cacuaco, onde participaram o caso e abriram um processo-crime que dependia dos resultados da autópsia que determinou a causa da morte.
Joaquim Alberto, sobrinho do malogrado, conta que mesmo com os resultados da autópsia em posse, continua "o baile" que começou desde o dia da participação da ocorrência na esquadra do Ângelo.
"Não sabemos porque é que os efectivos se recusam a deter o amigo e a dona da casa onde o meu tio ficou a última vez e deixou o multicaixa, uma vez que seriam eles a explicar o que realmente se passou com o nosso familiar naquela noite", disse.
De acordo com o nosso entrevistado, nesta segunda-feira, 18, a Direcção Municipal do SIC mandou de volta o processo para a esquadra do Ângelo onde lhes foram pedido os dados do amigo.
"Fomos para a esquadra nesta terça-feira, mas só nos pediram os dados do amigo, e garantiram que, na próxima semana, poderão fazer alguma coisa, mas o que na verdade não entendemos são os bailes em que somos submetidos", explicou.
O jornal Na Mira do Crime contactou o comandante da referida esquadra, Guilherme Calunga, que mesmo antes do resultado da autópsia, tinha "jurado de pés juntos" ao Na Mira do Crime, que a vítima tinha perecido de AVC, por sofrer maltratos da mulher, alegações rebatidas pela esposa do malogrado, que o acusava de proteger potenciais assassinos do militar.
O Comandante explicou que o processo esteve no comando e mantiveram contacto com os familiares a quem informaram que o processo seguiu para o procurador.
"Como já tem nomes das pessoas, o procurador vai indiciar o mandato e eles vão ter que cumprir na base do mandato, porque não se pode prender alguém sem esse mandato", realçou.
Questionado sobre a possível detenção do amigo que esteve com o malogrado naquela noite, o comandante explica que não se pode detê-lo por não ser flagrado.
" Ir prender um cidadão sem mandado é crime, vamos incorrer no crime de abuso de autoridade e cárcere privado", esclareceu, acrescentando que até agora tem se admitir a presunção de inocência, garantindo que com o resultado da autópsia, o procurador vai se pronunciar.
"Não estamos parados; estamos a unir todas forças de inteligência no terreno e o processo segue os seus trâmites normais", assegurou.








