Massagens sexuais: SIC desmantela rede de prostituição liderada pela influenciadora digital “Valentina Diper”
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, em sede da Operação Basadi XV, realizada anualmente sob coordenação da SADC, envolvendo mulheres do Ministério do Interior, deteve, nesta segunda-feira, 18, no distrito urbano da Camama, município de Talatona, seis cidadãs, com idades entre 21 e 30 anos de idade, pertencentes a uma rede de prostituição, que simulavam massagens corporal, mas mantinham práticas de prostituição cobrando valores que rondam os 25 mil Kwanzas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A rede, encabeçada por uma cidadã identificada por Valentina (Diper), também detida, pelo crime de Lenocínio (prática criminosa que consiste em explorar, estimular ou facilitar a prostituição sob qualquer forma), recrutava as integrantes por via de um grupo nas redes sociais, designado por “lugar certo eu cuido de si”, que aliciava os clientes com publicidades atractivas para práticas sexuais ilícitas.
Segundo o responsável de Comunicação Institucional da Direcção Central do SIC, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, "os clientes, obtidos por meio das redes sociais, onde a cafetã exibia imagens de nudez e vídeos eróticos, inicialmente apresentavam-se como massagistas normais, mas durante as conversas negociavam o ilícito".
O serviço de massagem tem o valor de 15 mil Kwanzas, estendendo-se até aos 25 mil Kwanzas para os actos sexuais, de modo que, 10 mil Kwanzas são canalizados para a dona do estabelecimento.
Em entrevista a nossa reportagem, a cafetina, que também é uma influencer digital, admitiu as acusações, avançou que não se tratava de um local propriamente para prostituição, mas sim "um local de massagem, onde os clientes negociavam com as massagistas para um trabalho completo, ou seja, com penetração sexual".
"Ao cliente é-lhe apresentado o trabalho de relaxamento, caso queira usufruir dos prazeres, terá que acrescentar mais dinheiro, no total 25 mil Kwanzas, com direito a acto com fantasias sexuais. Acho ser um acto normal e como influencer digital não me importo em como os meus seguidores terão que encarar a situação, por se tratar da minha vida particular", admitiu.








