Distrito Urbano da Baia - Presidente da Comissão de Vigilância Comunitária acusado de burlar 300 mil kwanzas
Fui enganado. É desta forma que Falker Hombo Rodrigues, de aproximadamente 40 anos de idade, Presidente da Comissão de Vigilância Comunitária (CVC), morador do Km 30, Distrito Urbano do Baia, município de Viana, reagiu às acusações de que teria burlado 300 mil Kwanzas, contribuídos pelos moradores para pagar o advogado do seu colaborador, David Jacinto Cardoso, que se encontra preso na comarca de Viana, por calúnia.
Por: Kihunga Bessa
Em declarações ao Jornal Na Mira do Crime, Brígida Augusto, (nome fictício) irmã do lesado, conta que no mês de Março do ano em curso, foram carbonizados 3 marginais, no bairro "Alegre" que, por sinal, eram moradores da mesma zona. Por ser próximo da casa de David, os familiares das vítimas entenderam que ele foi o mandante da execução dos bandidos pelo facto de este pertencer, na altura, à Comissão de Vigilância Comunitária do bairro.
Segundo a irmã, depois daqueles familiares abrirem processo na esquadra do Baía, David foi detido e posteriormente transferido para a PGR que entendeu encaminhá-lo à Comarca de Viana, onde se encontra até à presente data.
"Depois de tanto a gente tentar procurar solução de retirar o lesado da cadeia e, sem sucesso, apareceu o tal Presidente da Comissão de Vigilância Comunitária que também se fazia passar por agente do SIC do comando provincial de Luanda, propondo a ideia de contribuir valores monetários para pagar um advogado para o efeito ", explicou.
A irmã informou ainda que a família e os colegas uniram-se na causa contribuíram um montante de 300 mil Kwanzas, entregaram-no, com o compromisso de arranjar um advogado.
"Só que, de lá para cá, foram apenas várias voltas e, inclusive, sumiu do bairro e já não atende os telefonemas", acusou, clamando por justiça por parte dos órgãos competentes.
Este jornal contactou o acusado que reconhece o caso e diz que David Cardoso é seu membro da organização Conselho de Vigilância Comunitária. Depois de tomar conhecimento de que o mesmo foi detido pelo facto de, supostamente, ter participado numa acção de homicídio, procurou constituir um advogado junto da família.
O presidente da CVC explicou ainda que as coisas iam tão bem, que já se via alguma luz verde no fundo do túnel, mas, o advogado sumiu do mapa deixando o problema consigo.
"Sou pessoa de bem; os comandantes municipais de Viana e Distrital do Baía conhecem-me perfeitamente; fui enganado pelo advogado, mas tudo estou a fazer para localizá-lo ", garantiu, realçando que está disponível para construir um outro advogado.








