Cinco efectivos do SIC e três da BINFOP detidos por envolvimento na ‘execução’ do efectivo do DIIP no Cazenga
Continua a chocar à sociedade, a morte do 1° Subchefe João Inácio Vaz, de 42 anos de idade, afecto à Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais, alvejado com oito tiros na madrugada de sexta-feira, 29, no município do Cazenga, por supostos elementos do SIC e da BINFOP, pertencentes a 17.ª esquadra, isto na rua dos Comandos.
Por: Cambundo Caholua
O Na Mira do Crime está no encalço dos acontecimentos e, segundo investigações que tem desenvolvido nos últimos dias, principalmente no local onde ocorreu o acto bárbaro, há três presumíveis nomes que junto com outros elementos ainda não identificados, foram vistos por testemunhas que, ouvidos, confirmaram a presença dos mesmos no local, na noite em que o efectivo da polícia foi morto.
Segundo apurou este jornal, tratam-se dos efectivos conhecidos apenas por "Chinho", "Chefe Cazenga" e "Catululú", estes mais outros elementos ainda não identificados, todos afectos a 17.ª esquadra, vulgo Antenove, estão a ser vistos como os principais autores da morte daquele que em vida, também era carinhosamente chamado por "Man Dinho".
Informações em posse do Na Mira dão conta que, até agora, estão detidos oito elementos, sendo cinco do SIC e três da Brigada de Informação Policial, colocados no Comando do Cazenga.
Recorde-se que tudo ocorreu na madrugada de sexta-feira, 29, na rua dos Comandos.
Devido o índice de criminalidade, os supostos efectivos do SIC estavam no mesmo local a realizar ronda nocturna e, coincidentemente, é onde o 1° Subchefe se encontrava em visita familiar.
O infeliz, segundo relatos, ao sair do beco onde estava para se dirigir a sua viatura, notou movimentos estranhos e fez um disparo ao ar, tendo aquela acção despertado os efectivos do SIC que lá se encontravam.
Tão logo estes foram para intervir, sem se terem apercebido de quem se tratava, surpreenderam a vítima, suspeitando que fosse marginal, posteriormente, o imobilizaram e dispararam contra o polícia. Assim que o terão reconhecido, supostamente para apagar provas ou pistas, dispararam mais sete vezes contra o infeliz, causando morte imediata.
Após cometerem o crime, dirigiram-se em direcção à escola denominada por "António Carneiro", conforme afirmam as referidas testemunhas.
"Eu vi o Chinho, o Chefe Cazenga e o Chefe Catululú. Conheço muito bem o chefe Chinho, consegui reconhecer o rosto dele, quando fui para ver quem havia morrido, afinal, se tratava do Man Dinho", revelou uma fonte.
Contactado pelo Na Mira do Crime, o Porta-voz em exercício do SIC-Luanda, Emmanuel Capita informou que o caso continua sob investigação.








