Lider é o “Babadjarra”: Grupo de marginais “Os Kibalangongo” assaltam residências e esfaqueiam vítima em várias partes do corpo
Um cidadão que atende pelo nome Fernando Bastos, conhecido no mundo do crime por “Debruna” ou “Babadjarra”, de 24 anos de idade, residente na rua da Parabólica, zona do Catinton, tido como marginal altamente perigoso, encontra-se foragido após ter liderado assaltos em três residências, isto na madrugada de domingo, 08, do mês corrente, na zona do Morro Bento, rua da Imetro, município de Luanda.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Os factos rezam que a acção ocorreu por volta das 02 horas da madrugada, quando o grupo de marginais, munidos com armas brancas (catana e facas), escalou o quintal em onde estão localizadas as três residências visadas.
Os bandidos, avançou uma das vítimas, arrombaram as portas e introduziram-se nas residências.
"Primeiro arrombaram a porta de casa da nossa inquilina, visto que ela resistiu quando exigiram que abrisse a porta, desferiram-lhe golpes de faca em várias partes do corpo e exigiram a entrega de dinheiro. Entregou 180 mil Kwanzas", contou.
Não satisfeitos, levaram da casa da senhora um computador portátil, TV plasma e uma mala de roupa. Em acto contínuo, disse, foram ao anexo onde se encontrava um jovem recentemente chegado da África do Sul.
"Arrombaram a porta do quarto dele, amarram-no e exigiram dinheiro. Deu-lhes 700 dólares norte-americanos e rands (dinheiro sul africano)", explicou.
Da residência, para além do dinheiro, levaram tudo que a vítima adquiriu durante a viagem.
"Levaram os dólares, a roupa, calçados e um Iphone”, explicou.
“Depois, foram a um outro anexo, do meu tio e arrombaram também a porta. lhe marraram e retiraram 80 mil Kwanzas e alguns artigos", disse.
Não satisfeitos, avançou o nosso entrevistado, voltaram à casa da inquilina e a ameaçaram de morte.
"A minha mãe estava a acompanhar tudo pela janela da casa principal, ligou para o meu irmão que vive no Kilamba, por sua vez, este ligou para um outro que passa a noite num estúdio que temos em casa, os marginais não haviam chegado até ao local porque fica um pouco fora de vista. Ele abriu a porta e os bandidos fugiram; foi ao quarto do meu tio e do meu irmão, retirou as cordas e perseguiram os marginas, mas já não foram a tempo de os apanhar", lamentou.
Durante a fuga, recordou a vítima, os marginais deixaram ficar pelo caminho algumas roupas e o computador.
"Ao todo, os bandidos levaram 260 mil Kwanzas e 700 Dolores", contabilizou.
As vítimas, ao amanhecer, rastearam por GPS o Iphone roubado, tendo sido localizado na zona da Gamek a direita.
"Vimos um indivíduo com a camisola borrada de sangue, chegamos perto dele e o agarramos, mas o que estava com o Iphone fugiu”, narrou.
“O estava em nossa posse, disse não saber de nada, mas garantiu que nos levaria a casa do individuo foragido, ainda tentamos persegui-lo, infelizmente escapou pelos becos do Catinton", lamentou.
Numa mínima distracção, visto que estavam tenso, o outro também conseguiu escapar e, mais tarde, ficaram a saber por meio das pessoas no local que os indivíduos conheciam-se muito bem, e fazem parte do grupo “Os Kibalangongo”, liderado pelo bandido “Babadjarra”.
Depois de várias manobras, continuaram, chegaram a casa de “Babadjarra”, em contacto com a esposa, esta admitiu que o marido é um bandido altamente perigoso, saído recentemente da Comarca de Viana, onde esteve a cumprir uma pena durante anos.
As vítimas disseram ao Na Mira do Crime que dirigiram-se a esquadra do Pardal, na Gamek, onde apresentaram a ocorrência.
"Disseram-nos que o Babadjarra é um meliante perigoso e que está a ser procurado pela polícia", revelaram.
No local, a reportagem Na Mira do Crime apurou que o assalto terá sido realizado pelo grupo denominado 'Os Kibalangongo', liderado pelo Babadjarra, e teve a participação dos bandidos “De Defruta”, “O Chato Py”, e o “Cota Tug”.
"O grupo é grande, mas os que foram mencionados são os que mais conhecemos, param no mercado da madeira, na Gamek a Direita, realizam os assaltos principalmente de noite, porque de dia fingem ser mixeiros do mercado da Madeira. A polícia os conhece muito bem, porque eles são entra e solta da esquadra do Pardal", segredaram.








