Desorganização e corrupção no Comando do Kilamba Kiaxi: População desafia inspecção da Polícia a fazer o seu trabalho
O árduo trabalho de alguns bons efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no município do Kilamba Kiaxi está a ser manchado por um investigador do DIIP da esquadra dos Rastas, que está a ser acusado de se ter apoderado de 30 motorizadas recolhidas na via pública. Fontes deste Jornal indicam que o visado é sobrinho de um oficial da polícia, bem identificado, por isso faz e desfaz.
Por: Ngunza Chipenda
A esquadra dos Rastas foi inaugurada pelo actual Ministro do Interior Manuel Homem, na altura governador provincial de Luanda.
Os motociclistas do Distrito Urbano do Golfe lançam um grito de socorro ao Comandante Geral, no sentido de se resolver esse problema.
Eles dizem que apesar das falcatruas, ainda acreditam que há gente séria na Polícia Nacional que podem inverter esse quadro.
"O mundo só está muito ruim por causa dos bons que vêem os maus a praticarem a maldade e não fazem nada para os parar", sublinhou.
As motorizadas têm sido recolhidas a motociclistas que cometerem infracções. Mas a polícia, às vezes, apreende-as, e não mais as devolve aos seus proprietários, mesmo depois destes cumprirem todas as formalidades.
“Isto é uma vergonha, o polícia que deve combater os bandidos é o mesmo que nos rouba, pedimos que se faça um trabalho de baixa visibilidade da inspecção para apanhar estes maus agentes”, pediram.
Problemas no bairro Malanjino
Os efectivo da esquadra da fábrica, conhecida também por esquadra do Bairro Malanjino, desculpa o termo "são uma completa vergonha", de acordo com um motociclista.
"O núcleo do DIIP e do SIC da esquadra do bairro Malangino e da esquadra número 28 são uma vergonha, sobretudo desde que o chefe do Núcleo, Osvaldo e o chefe Boika entraram em campo”, referem.
“Os polícias estão mais preocupada com as casas de pesagem e com os motoqueiros, isso até da pena...”, lamentaram.
Em relação aos crimes violentos, contam os nossos entrevistados, os polícias das referidas esquadras não intervêm.
"Estamos cansados com essa atitude que faz atrasar as nossas vidas", apelaram ressaltando as alegações de que estão mais preocupados com actos de corrupção, como: extorquir cantinas, casas de pesagem de metais, motoqueiros, motoristas e senhoras que jogam batota.
Em relação aos crimes de homicídios, violação sexual, assaltos a residências, assaltos na via pública e a estabelecimentos comerciais, os cidadãos é que tem feito o trabalho dos efectivos do DIIP e do SIC.
"Algumas vezes, agarram os gatunos levam à esquadra e, no prazo de dois dias, são postos em liberdade ou, nalguns casos, são encaminhados para o antigo controlo, ou para o Projecto Nova Vida para seguir os trâmites legais", dizem, assegurando que são esses criminosos que, dias depois, voltam a cometer crimes.
Alguns marginais são conhecidos por já terem passagem pela polícia, como são os casos do Palucho, Fedilson, Marcelo e Paulo.
Referem que quando o lesado faz uma queixa, lhe é exigido o pagamento de gasolina entre 2.000 e 5.000 para abastecer a motorizada do polícia.








