Cidadão acusa SIC de exigir dinheiro para recuperação da sua viatura furtada no mercado dos Kwanzas
Um cidadão nacional encontra-se aflito por conta do furto da sua viatura de marca Toyota, modelo RAV-4, com a matrícula LD - 99 - 23 - CK, de cor verde metalizada, ocorrido no pretérito dia 03 do mês em curso no mercado dos Kwanzas. Ter uma pista sobre o paradeiro da sua viatura afigura-se uma dor de cabeça, associada à falta de meios para o SIC levar a cabo a sua tarefa sem depender do “bolso” do cidadão
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O facto, segundo o proprietário que pediu anonimato, ocorreu por volta das 07 horas da manhã, momento depois de se dirigir ao interior do mercado no sentido de adquirir alguns produtos.
"Deixei o carro defronte a administração do mercado, fiz aproximadamente 07 a 10 minutos dentro do mercado, mas de volta já não encontrei a viatura, fiquei transtornado”, admite, acrescentando que perguntou às pessoas que estavam no local, mas nenhuma conseguia explicar alguma coisa convincente.
Na sequência disso, informou alguns agentes reguladores de trânsito que se encontravam a poucos metros, sobre a ocorrência, mas também alegaram não terem visto a viatura. “Ainda assim, orientaram-me a ir para a esquadra policial do Hojy-Ya-Henda para prestar declarações, visto que a viatura foi roubada numa zona abrangida pelas câmeras do CISP", contou.
Já na Esquadra, avançou o nosso entrevistado, as autoridades não terão se compadecido com a situação em que se encontrava, pois o exigiram a alugar uma viatura no valor de 50 mil Kwanzas para levar os investigadores ao local da ocorrência.
"Os homens do SIC estavam reunidos; fui ao núcleo do DIIP e disseram-me que não havia viatura para se ir ao local; pelo que, tive que alugar um carro e fomos até ao mercado dos Kwanzas e para alguns pontos da circunscrição, mesmo assim, apesar de ter que pagar almoço para eles, não se conseguiu ter pista do carro”, lamentou.
No dia seguinte, continuou, dirigiu-se ao Comando municipal do Cazenga, onde terá sido informado por um agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC), que o grupo que actua em furto de viaturas no mercado dos Kwanzas e zonas adjacentes são conhecidos pelos agentes.
"Um dos agentes, que não consigo precisar o nome, disse ter visto, na zona da Mabor, um dos membros da quadrilha que se dedica ao roubo e furto de viaturas, preferencialmente Rav- 4 e Rabo de Pato e disse que conhecia a sua residência, mas para ir lá ter precisava de dinheiro para conseguir um carro, modelo Land Cruiser, vulgo 18 províncias”, informou, lamentando o facto de já não ter tido dinheiro.
Dirigiram-no ao responsável do controlo das câmaras, que informou que a câmara que flagrou o furto da viatura só abre na Central do CISP, facto que tem constrangido o esclarecimento do caso.
"Já consegui o número do processo, que é o 10297/2024 -PGR, depois de quase duas semanas atrás deles para que me fosse disponibilizado. Estou completamente desesperado; me parece que eles só trabalham com dinheiro e as pessoas disseram que tem sido frequente o furto de viaturas naquela zona. O mais grave é que, nos últimos dias, alguém viu o carro a passar em alta velocidade com os intermitentes ligados, na zona da Pumangol, sentido Kicolo da Conduta", precisou.
A nossa reportagem contactou o senhor Afonso, agente do núcleo do DIIP na esquadra do Hoji –Ya-Henda, que admitiu ter domínio da situação, mas negou as acusações segundo as quais o cidadão terá sido vítima de extorsão por parte dos agentes. "Não tínhamos viatura para desenvolver as manobras e ele estava aflito, decidiu fazer o aluguer de um carro, mas em nenhum momento lhe foi exigido dinheiro. O almoço foi por ele pago por vontade própria", esclareceu.








