Tenente das FAA acusado de burlar mais de cem mil kwanzas com falsas promessas de enquadramento no Exército
Um cidadão nacional que responde pelo nome Clésio Passos Rodrigues, de 32 anos de idade suposto militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), que ostenta a patente de Tenente, morador do Zango 8 mil, no município de Viana, está a ser acusado de ter burlado 175 mil kwanzas, aos seus amigos, prometendo vagas no Ministério da Defesa.
Por: Kihunga Bessa
Uma das vítimas que pediu anonimato, procurou o Na Mira do Crime e informou que tudo começou quando no final do mês de Agosto do ano em curso, a sua prima terá enviado uma mensagem através das redes sociais whatsaPP, alegando ter visto uma publicação no Facebook, que dava conta de recrutamento para ingresso nas FAA.
"Ela pretendia saber de mim se a informação era verdadeira, visto que conheço pessoas ligadas a esse ramo. Naquele dia, liguei ao Clésio que era meu colega universitário, para saber apenas a veracidade da informação, pelo facto de ser membro do Exército, e ele informou que a informação era falsa e que se tratava de uma rede de burladores", salientou.
Segundo a vítima, repassou a informação a sua prima, no sentido de evitar o contacto com aquele rede, mas, minutos depois, Clésio enviou um áudio alegando que só descartou a informação de admissão devido o controlo nas comunicações, confirmando que a informação de recrutamento para as FAA era verdadeira.
"Disse que ele e o seu chefe conseguem enquadrar, por serem os responsáveis pelo cadastramento, e explicou que os burladores cobravam 300 mil kzs, mas na verdade, eles cobram apenas 150 mil kwanzas, que podem ser pagas em duas prestações".
Interessada, a prima perguntou se a fonte era segura, esta confirmou que sim, pelo facto do militar ser seu colega universitário, antes de ingressar nas fileiras das FAA, e de nunca ter visto sinais negativos ao indivíduo.
“Durante a conversa que mantivemos, perguntei-lhe também se conhecia alguém dentro do curso do SME que estava a decorrer, e ele afirmou ter um irmão na área dos recursos humanos, e que já havia colocado várias pessoas, prometeu que falaria com o mesmo no sentido de ajudar", recordou.
Em poucos minutos, contou, recebeu uma sms, que simulada a conversa mantida com o suposto irmão, que além dos requisitos ali descritos, falou do valor de 200 mil kzs para ser entregue em duas prestações.
“Tal como a minha prima, também preparei o que foi pedido", revelou.
Acrescentou que o acusado ainda pediu-lhe sigilo, mas este compartilhou a informação com pessoas próximas, no sentido de testemunharem, caso algo corresse mal.
"Inicialmente, ele quis que eu levasse os documentos e os valores pessoalmente, ou enviar os documentos em PDF e enviar os valores por levantamento sem cartão ou transferência Xpress, mas não concordei, visto que se algo futuramente corresse mal, eu não teria provas da transferência dos valores, então pedi um Iban, e ele enviou-me dois diferentes, do banco BAI, daí enviei 75 mil para colocação nas FAA e cem mil para colocação no SME ", disse.
A vítima, explicou ainda que depois de terem feito as transferências dos valores, o acusado exigia a liquidação dos 100 por cento, mas rejeitou pelo facto do mesmo não ter cumprido com a promessa de dar andamento aos processos.
“Daí em diante recebíamos apenas voltas, e ultimamente o camarada já não atende os telefonemas, isto foi o suficiente para perceber que estávamos diante de uma burla, agora clamamos por ajuda dos órgãos competentes”, pediu.
O Na Mira do Crime contactou o acusado para ouvir a sua versão, e este informou que não se trata de burla, porque a vítima lhe terá solicitado uma ajuda de ingresso nas Forças Armadas Angolanas.
"Depois de receber a solicitação do mesmo, até porque é meu amigo, também solicitei alguém superior a mim, no sentido de poder ajudar e lhe informei os requisitos exigido e a quantia", disse. Clésio, reconhece que o seu amigo terá feito a transferência dos valores mencionado, mas fez saber que após notar a morosidade por parte do seu superior, solicitou a vítima no sentido de ressarcir os valores, tendo feito 75 mil kwanzas no dia 09 de Novembro do ano em curso.
O acusado, promete liquidar o resto dos valores em falta ainda no final do mês em curso








