Menor de 09 anos de idade sequestrada por desconhecidos no Cuanza-Norte
Uma menina de 09 anos de idade, chamada Teresa Bento Vutula “Telma”, desapareceu misteriosamente do seio familiar, na província do Cuanza Norte, facto que configura sequestro, segundo autoridades. A família está desesperada numa altura em que os dias passam, e não há rasto nenhum que possa ajudar a sua localização.
Por: Solange Figueira
O facto ocorreu no passado dia 18 de Dezembro, quando a pequena Telma se encontrava a brincar com outras crianças na rua.
De seguida, foi interpelada por um cidadão desconhecido que estava a conduzir uma motorizada.
Testemunhas alegam que o mesmo senhor deu dinheiro à menina, pedindo para que a mesma comprasse lápis e borracha.
No trajecto, o cidadão seguiu-a e a colocou atrás do moto, para que chegasse mais rápido à cantina. O pior só estava a começar.
A mãe da petiz, Adelina Bento, conta que o acusado de raptar a sua filha já tinha feito uma primeira tentativa, um dia antes.
"Ela desapareceu na quarta-feira, mas um dia antes, o senhor encontrou-a a brincar na rua com as amigas, deu-lhes 50 Kwanzas cada e pão com abacate. Acho que ele planeou, e elas não sabiam", conjecturou, informando que, na quarta- feira, ele veio apenas concluir o acto e a sequestrou, sem a família se aperceber.
"Imploro a este senhor que devolva a minha filha; estou desesperada, abalada e aflita; não sei mais o que fazer", manifestou, salientando que a Telma é muito amada por todos em casa.
Senhor Miguel Caxito Vutula, pai, diz que a Teresa é a penúltima filha, aluna da terceira classe, muito inteligente, obediente, carinhosa e muito simpática.
"A Teresa puxou o caçula que ainda ė bebê, ela brincava e cuidava muito bem do irmão; estamos a sofrer muito com o desaparecimento dela; eu imploro e suplico que tenha piedade de nós e a devolva viva por favor", suplicou.
Segundo Fernando Bento, irmão mais velho, desde que a seu irmão foi sequestrada não tiveram respostas exactas das autoridades.
"A minha irmã estava vestida de blusa azul, calça jeans, na cabeça estava de puchinhos e chinelos nos pés”. Na esquadra para onde fomos pediram-nos para esperar 72 horas, mas passado esse período, nada foi feito.








