SIC-Luanda tem 48 horas para esclarecer desaparecimento de cidadão levado em Dezembro de 2024
Um documento reservado do Serviço de Investigação Criminal (SIC), do dia 10 de Janeiro, consultado pelo Na Mira do Crime, dá conta que, o número 1 do Serviço de Investigação Criminal, Luciano Tânio da Silva, deu 48 horas aos responsáveis do Serviço de Investigação Criminal em Luanda, para esclarecer o paradeiro do cidadão João Matias Soares, de 45 anos de idade, levado por supostos efectivos do SIC no passado dia 22 de Dezembro de 2024.
Por: Cambundo Caholua
O cidadão de 45 anos de idade, espancado e levado em parte incerta por supostos efectivos do SIC a 22 de Dezembro de 2024, continua desaparecido.
O jovem e mais duas outras pessoas não identificadas, terão sido levadas pelo facto de, presumivelmente, serem flagrados com factura falsa, durante levantamento de material de construção civil, na fábrica WANG 2, localizada na via expresso, junto ao Resort Bantú.
Contactada na manhã deste domingo, 12, a irmã da vítima, Ermelinda, explicou que até ao momento não há nenhum sinal do irmão, nem explicação por parte do Serviço de Investigação Criminal de Viana, e nem de uma outra fonte da polícia, situação que deixa a família cada dia mais preocupada.
"Até a data presente não temos nenhum sinal de vida do nosso irmão, não sabemos onde ele está, o SIC de Viana também não nos informa nada, estamos sem nenhuma informação, tanto da parte das autoridades, nem de um outro lado", esclareceu.
Quanto ao amigo e vizinho identificado por Rei, que trocou mensagem com a vítima, na altura, e explicou que João e os outros companheiros foram apanhados pelos responsáveis da fábrica WANG 2 com facturas que se presume ser falsa, Ermelinda disse que também não sabe o paradeiro do mesmo.
"O Rei até o momento não aparece, está foragido, mas a última vez, creio ser na quinta-feira, ligou para nós a dizer que os homens do SIC estão a exigir 12 milhões de kwanzas aos chineses da empresa "WANG 2', afecta ao grupo SUGE, alegando que já fizeram o seu trabalho", revelou.
"Pedimos a ele que, caso queira falar, que apareça e venha ter connosco pessoalmente, não conforme ele está a fazer, via telefone. Não acreditamos muito nas palavras dele, o Rei está a falar isso, talvez, para se livrar", observou.
A irmã apelou ao SIC a fazer um esforço e localizar o Rei, sendo que o mesmo é uma das chaves importante deste caso.
"Queremos que encontrem o Rei, ele é muito importante, porque deve saber o que está acontecer", implorou.
Recorde-se que o facto ocorreu na empresa WANG 2, afecta ao grupo SUGE, que fabrica diversos tipos de materiais de construção civil, localizado nos arredores do Resort Bantú, quando a vítima, acompanhado de um motorista e ajudante, abordo de um camião contentorizado seguiram para o local, onde foram flagrados com uma factura falsa.
De seguida, surgiram supostos efectivos do SIC, identificados por chefe Kalunga e o chefe Lucas, que terão espancado os mesmos, antes de serem levados para parte incerta.








