Abusada desde os 13 anos: Criminoso de 58 anos viola e engravida a filha de 17 anos e 'empurra' gravidez ao genro
Um cidadão nacional que responde pelo nome Magina Pinto, de 58 anos de idade, morador do bairro Deolinda Rodrigues, município dos Mulenvos, membro da comissão de moradores do referido bairro, está a ser acusado de ter abusado sexualmente durante quatro anos a própria, de 17 anos de idade.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com denúncias, o acusado aproveitava a ausência da mãe para cometer o crime, e oferecia mil kwanzas à vítima, após o abuso.
Aos prantos, diante da nossa reportagem, a vítima conta que tudo começou em 2019, quando o pai aproveitava-se da ausência da mãe, para abusa-la sexualmente.
"Eu e a minha irmã menor estudávamos de manhã, e saiamos às 12 horas, a mais velha estudava de tarde, ele aproveitava mandar a minha irmã menor para uma cantina, e então segurava nos meus seios e depois consumava o acto, depois me ameaçava de morte, caso contasse algo", revelou.
Segundo a adolescente, em troca de silêncio, o progenitor oferecia mil kwanzas, e assim foi vivendo durante quatro anos, carregando dor no coração, porque temia às ameaças do pai.
Filomena António, mãe da vítima, conta que tomou conhecimento da situação em Agosto de 2023, quando, ao chegar do expediente, encontrou a filha perturbada, e arremessava pedras ao pai.
"Vendo aquilo, perguntei o que se passava, o pai tentou inventar uma outra história da comida, mas ela desmentiu, dizendo que ele abusou-a sexualmente", explicou.
Explicou que no dia seguinte não ficou de braços cruzados, chamou um dos irmãos do seu esposo, e informou a situação.
Dirigiu-se até ao piquete do SIC, na esquadra do Handa, onde participou o crime.
“Naquele mesmo dia notificaram o pai, ele foi até a esquadra, mas como a filha tinha sido levada pelos tios paternos, foi coagida a não falar a verdade, porque se assim fosse, o pai ficaria preso por muito tempo, então obrigaram-lhe a desmentir a acusação”, lamentou.
"No dia seguinte fui a busca dela, e levei-a a esquadra, fomos atendidos por um agente do SIC, levou a menina para uma das salas onde foi interrogada, com medo, ela disse que via o pai a abusa-la sexualmente no sono, daí que fui maltratada por aquele agente do SIC, a ponto de me obrigar a apresentar o vídeo onde o pai abusava da própria filha como prova", lamentou.
No entanto, conta, verdade é que o acusado não desistiu destas práticas e, no dia 31 de Dezembro de 2023, por volta das 21 horas, a adolescente fugiu de casa e foi até ao KM 30 onde vive a irmã, e contou que na mesma noite o pai a seguia incansavelmente com intenção de a violentar.
“Preferiu permanecer na casa da irmã, onde ficou até Junho de 2024, e só regressou à casa por causa de um óbito que a família teve, e aí permaneceu”, recordou.
Em Setembro de 2024, a mãe da adolescente apercebeu-se que a filha está grávida, questionou quem era o pai da criança, e esta alegou ser um jovem, vizinho.
Estando grávida, os familiares da menina decidiram entregar a responsabilidade ao jovem namorado e sua família, porém, a adolescente chorava todos os dias em casa do marido, facto que preocupava o esposo e a sua família, que por vezes eram obrigados a chamar os pais da jovem.
Na quarta-feira, 08, já desesperada e com sentimento de culpa, a adolescente obrigou a mãe a leva-la as autoridades policiais, e contou quem na verdade era o pai da criança que espera.
Na manhã de quinta-feira, 09, a vítima, em companhia da sua mãe, procuraram o Na Mira do Crime para denunciar o crime cometido pelo predador sexual, que por sinal é o pai da infeliz.
A pós ouvir a vítima, a equipa de reportagem deste jornal alertou o director do SIC em Cacuaco, que pediu a presença da família no comando municipal, onde urgentemente lhes foi passado um pedido de exame a ser feito no laboratório de criminalística.
O Na Mira do Crime sabe que a adolescente nesta altura está com 17 anos de idade, e vive maritalmente.
Sabe ainda que o pai pretende vender um dos seus terrenos para fugir, enquanto a esposa teme pela própria vida, porque o mesmo profere ameaças de morte.
Vale recordar que o estado de saúde da adolescente é preocupante, assusta constantemente, a pensar que o pai está persegui-la.









