Usavam passes da Unidade de Segurança Presidencial, Tribunal Constitucional e de Contas: SIC desmantela rede criminosa que recrutava cidadãos com falsas promessas de enquadramento em vários órgãos do aparelho do Estado
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Nacional de Combate ao Crime Organizado, deteve, nos últimos dias, quatro cidadãos nacionais com idades entre 35 e 38 anos, envolvidos em crimes como associação criminosa, burla, falsa identidade e posse ilegal de arma de fogo.
Por: Kihunga Bessa
De acordo com Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Geral, Superintendente-Chefe, Manuel Halaiwa, os detidos faziam publicidades enganosa em conversa "boca a boca", prometendo vagas de empregos em algumas instituições do Estado como PGR, SIC, SME, AGT, Tribunal de Contas e Constitucional, cobrando valores que variam entre um milhão a um milhão e 500 mil kwanzas, por cada cidadão, tendo burlado mais de 100 pessoas.
Informou ainda que dos quatro detidos, dois foram capturados em flagrante delito, num dos supermercados do município da Camama, quando recebiam 1 milhão e 500 mil kwanzas a uma cidadã nacional, com promessa de ser enquadrada na AGT.
Em seguida, de acordo com o oficial de comunicação, foram dados a ordem de detenção e o SIC apreendeu o montante, bem como os documentos em posse destes indivíduos, sendo que na sequência investigativa, foi possível deter o líder do grupo.
"Com o líder do grupo foram encontrados diversos documentos, sendo 149 processos já constituídos, desde fichas de inscrição para ingresso na PGR, SIC, SME, AGT, Tribunal de Contas e Constitucional", informou.
Com o líder da associação criminoso, continuou, foi ainda encontrado dois passes falsos que o mesmo exibia para dar fé a sua posição, sendo um do Tribunal constitucional e outro das Forças Armadas Angolas (FAA), tendo burlado um total de 149 vítima conseguido cerca de 223 milhões de kwanzas.
O Porta-voz fez saber ainda que, com o mesmo líder, foi encontrada uma arma de fogo do tipo pistola, com 50 munições, e presume- se estar envolvido em outras acções criminosas.
A investigação Na Mira do Crime identificou os dois cabeçarios do grupo como sendo: Clésio do Rosário José e Fernando Matoso Salvador, este último que se fazia passar Tenente das FAA.








