Desmantelada rede criminosa de chineses que facturou mais de 25 milhões de dólares em ano e meio a minerar criptomoedas
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua direcção de combate aos crimes informáticos, em colaboração com a PGR ,SINSE, CISP e PNA, desmantelaram, mediante mandado de busca, revista e apreensão, uma associação criminosa composta por 11 cidadãos chineses, com idades entre 21 e 54 anos de idade, que mineravam criptomoedas no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, e arredores do Kikuxi, zona da MDC, no interior da vila Marioca, município de Viana, província de Luanda.
Por: Carlos Quicuca
De acordo com o Porta-voz do SIC-GERAL, Superintendente-Chefe, Manuel Halaiwa, os centros que operavam há ano e meio, estavam totalmente equipados, com material de ponta, com um investimento aproximado 5 milhões de dólares.
No entanto, o investimento foi retirado três vezes mais do que o aplicado, sendo que, em coisa de 18 meses, os chineses terão lucrado mais de 20 milhões e 550 mil dólares.
Com dois mil processadores, o centro do Sequele minerava 35 dólares por cada processador, podendo facturar 70 mil dólares por dia.
No centro do Sequele, por exemplo, que funcionava alguns metros depois do shopping Nova Era, o local, devidamente escondido, estava dentro de um armazém, construído detalhadamente para desviar a atenção dos mais atentos.
Com três laboratórios, para programação dos sistemas e dois dormitórios, até os angolanos que aí funcionavam, estavam proibidos de se aproximar a 10 metros do espaço, que estava coberto de câmaras para vigiar os passos de todos.
Com um geradores de 1600 W e dois de 2000 w, o local estava preparado para minerar a tempo inteiro.
O Na Mira do Crime sabe que a operação teve o seu início nesta quarta-feira, 29, após dias aturados de Investigação do local.
Dados colhidos pelo Na Mira no local, através de funcionários da referida empresa, que continuam no local, segredaram que, ainda este mês uma viatura de marca Land Cruiser, de supostos efectivos do SIC, assim como no último mês de Dezembro, estiveram no local supostamente para cobrar "propina" dos chineses, que lideram a máfia.
Com câmaras espalhadas no local, o SIC, no âmbito na operação Pureza Interna, tem tudo para descobrir quem são estes indivíduos.











