Donos de Casa de Nova Vida Angola: Chineses JIN SHUIQING e YONGJIN Fu envolvidos em mineração de criptomoedas que gera milhões de dólares em Angola
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), desmantelou na manhã desta quarta-feira, 29, um centro de mineração de criptomoedas, localizado na vizinha província de Icolo e Bengo, município do Sequele, escondido no interior da empresa “Casa de Nova Vida de Angola, LDA.”, com o NIF 5417273490, matrícula 1.076-14/140326, registada em Agosto de 2021.
Por: Ngunza Chipenda
A rede criminosa de chineses, de acordo com cálculos deste jornal, terá facturado mais de 25 milhões de dólares em ano e meio, só a minerar criptomoedas.
Os principais ‘cabeçarios’ da empresa não foram ainda detidos, mas, segundo dados deste jornal que ouviu alguns trabalhadores que estavam no local da operação, viaturas Land Cruiser, de supostos efectivos do SIC, faziam-se vezes sem conta naquele espaço, supostamente para receber dinheiro, em troca de protecção e silêncio.
Para desvendar este dado, a investigação criminal deve ter acesso às câmaras que aí se encontram, recuar alguns dias ou semanas, para encontrar e prender estes criminosos ‘fardados’.
A investigação Na Mira do Crime, descobriu que a empresa “Casa de Nova Vida Angola”, é do chinês JIN SHUIQING e da chinesa YONGJIN Fu, sócios, com uma quota de 300 mil kwanzas, e têm a sua sede em Luanda, município de Belas, rua direita da Camama.
Têm filiais em Viana, no Polo Industrial de Viana e no KiKuxi, município de Belas, onde foi desmantelada a segunda rede de mineração.
Os centros desmantelados, estavam totalmente equipados com material de ponta, com um investimento aproximado 5 milhões de dólares.
No entanto, o investimento já lucrou três vezes mais do que o aplicado, sendo que, em coisa de 18 meses, os chineses terão lucrado mais de 20 milhões e 550 mil dólares.
Com dois mil processadores, o centro do Sequele minerava 35 dólares por cada processador, podendo faturar 70 mil dólares por dia.
No centro do Sequele, por exemplo, que funcionava alguns metros depois do shopping Nova Era, o local, devidamente escondido, estava dentro de um armazém, construído detalhadamente para desviar a atenção dos mais atentos.
Com três laboratórios, para programação dos sistemas e dois dormitórios, até os angolanos que aí funcionavam, estavam proibidos de se aproximar a 10 metros do espaço, que estava coberto de câmaras para vigiar os passos de todos.
A mineração de criptomoedas é proibida em Angola desde 10 de Abril de 2024.
A proibição foi estabelecida pela Lei n.º 3/24, que proíbe a mineração de criptomoedas e outros activos virtuais em todo o país.
A mineração de criptomoedas é o processo de validar e gerar novas transacções na blockchain.
A blockchain é uma rede que garante a segurança das transacções através da decifração de puzzles criptográficos.
A proibição da mineração de criptomoedas em Angola visa combater actividades ilegais, fraudes e esquemas de investimento fraudulentos.
As principais sanções previstas na lei são: Pena de prisão de 3 a 12 anos para quem ligar equipamentos de mineração de criptomoedas ao Sistema Elétrico Nacional. Punição para a tentativa de ligação de equipamentos de mineração de criptomoedas ao Sistema Eléctrico Nacional.
Até agora, o SIC já desmantelou mais de 25 centros de mineração de criptomoedas, todos de cidadãos chineses.
A verdade é que ainda nenhum chinês sentou-se no banco dos réus, e outros ousam desafiar a legislação angolana, reabrindo centros já encerrados.
Em boca pequena, o Na Mira foi brinado pea informação que, em boa parte das quintas de grandes dirigentes, que têm relações com cidadãos chineses, há, sim, armazéns a minerar criptomoedas.
O Na Mira do Crime tentou contacto com a referida empresa através do terminal 917 899 999, disponível na página do facebook, mas sem sucesso.








