Em Cacuaco - Polícias “mixeiros” dificultam actividades dos automobilistas e motoqueiros
Automobilistas e moto-taxistas que exercem as suas actividades na rota mercado do Kicolo, Malueca e no interior dos bairros do município de Cacuaco, denunciam práticas de extorsão por parte dos agentes da Polícia Nacional, colocados na esquadra do Bom Pastor, e posto policial daquele mercado, que cobram entre 200 e 500 kwanzas por corrida, dificultando a vida de quem luta pela sobrevivência.
Por: Kihunga Bessa
Depois de várias denúncias feita pelos homens do volante, na manhã desta quinta-feira, 06, o Na Mira do Crime deslocou-se até ao local indicado, para aferir os factos, e foi possível flagrarmos alguns agentes, que enveredam por esta prática.
Segundo os nossos entrevistados, enquanto os marginais assaltam a população, mesmo em plena luz do dia, na zona do colégio Geremias, todos os dias os agentes preocupam-se mais em mixar, do que exercer as suas missões.
"Todos os dias eles montam os postos aqui na zona das madres para aproveitar cobrar 200kzs para os automobilistas, e 500 aos motoqueiros ", revelaram.
José Manuel e Aberto Pereira, contam que, para o motoqueiro que não tiver valor monetário, tanto “as cupapatas ou três rodas, eles obrigam a descarregar os passageiros e privam os meios, ameaçando levar a esquadra, no intuito de nos obrigar a pagar o dinheiro", denunciaram.
O que nos complica, explicaram, “é que já estamos a lutar para sobreviver, mais ainda assim pedem-nos mais dinheiro, e não é apenas uma vez por dia, mas sim por viagem, principalmente quando estão bêbados", acusaram.
Dizem que estão cansados de informar ao comandante de esquadra que, mesmo tendo o domínio da situação nada ou pouco faz para inverter o quadro.
Marta Domingos, passageira, diz que vivencia as acções dos agentes constantemente, e que às vezes são obrigados “a apear por falta de táxi".
“Quando os motoristas ficam aborrecidos, param de trabalhar e o táxi fica difícil, somos obrigados a apear, correndo o risco de sermos assaltados por bandidos, pedimos que haja inspecção para que não manchem a boa imagem da Polícia Nacional", apelou a cidadã.
Este jornal contactou o comandante da esquadra do “Bom Pastor”, identificado por "Currie", para mais pormenores sobre o caso.
O oficial informou que as forças da ordem são orientadas para fazer interpelações e revistas, e muitos automobilistas não estão habilitados a conduzir por falta de documentos.
“São apreendidos os meios e levados a esquadra, posteriormente ao Comando Municipal de Cacuaco”, disse, acrescentando que, depois do Comando de Cacuaco os meios são encaminhados ao parque do km 30.
Quanto a corrupção, disse tratar-se de corrupto e o corruptor, e ambos devem ser responsabilizados.











