No último adeus à Vitória: Pais exigem que se esclareça o crime e o culpado seja responsabilizado
Foi um momento de muita dor e consternação, vivido na manhã desta terça-feira, 11, no último adeus à menina Vitória Wamy, de 8 anos de idade, onde a família, acompanhada de uma moldura humana, entre colegas ciclistas do Petro de Luanda e da escola Elizângela, acompanharam a menor até a sua morada, desde o velório de Luanda até o interior do Cemitério Santa Ana, com semblante rasgado de mágoa.
Por: Cambundo Caholua
Os pais e irmãos da pequena, choravam e caminhavam, no silêncio da alma, parece que ainda não acreditam na partida prematura da caçula, pediu que o culpado pela morte da sua filha seja encontrado e responsabilizado.
A mãe da Vitória estava sem forças para se locomover, era apoiada por familiares, os dois irmãos, tristes e tímidos, mantinham-se num cantinho, apreciando o momento de tristeza.
O avô da menor gritava e pedia "socorro”, pedia “justiça”, e questionava se a pessoa que disparou não tem filhos ou tem netos.
Aliás, no velório de Luanda e arredores só se ouviam familiares a pedirem por justiça e esclarecimento do caso.
No momento de levar a menina Vitória para a sua última morada, ninguém conseguiu conter as lágrimas.
O presidente da Associação Nacional do Ensino Particular (ANEP) em Angola, durante o acto fúnebre, revelou que pelas imagens que teve acesso passada pelo SIC, tudo indica que a bala que atingiu a menina veio do exterior do colégio, uma vez que a estrutura da instituição é pré- fabricada e há maior facilidade de a estrutura ser perfurada.
A coordenadora pedagógica do colégio, Carina Prata, também confirmou, durante o momento fúnebre, que a bala veio do exterior da escola.
A responsável esclareceu que as aulas no colégio continuam suspensa, sem ainda uma data para a reabertura.
Enquanto isso, o Serviço de Investigação Criminal (SIC), passados 4 dias desde que o crime ocorreu, apela a calma e diz que tudo está a ser feito para o esclarecimento do caso.
Enquanto isso, a outras correntes que dizem que o disparo foi feito por um colega da vítima, suposto filho de um comissário da PNA. Enquanto a dúvida permanece, o Na Mira segue a acompanhar o caso minuciosamente.








