“Os Barcelona”: A teia de um grupo de altamente perigosos que orienta assaltos a partir da CCL
O assalto ocorrido na última quinta-feira, 13, no município de Talatona, envolvendo um criminoso conhecido no mundo do crime como “Kobe Bryant”, de 36 anos de idade, e o seu comparsa, em fuga, identificado na lides criminais como “Djiza” ou Jesus, que tentavam roubar uma viatura da empresa Yango, de marca Suzuki, modelo S-presso, de cor vermelha, com a chapa de matrícula LD-24-83-HU, levou o Na Mira do Crime a investigar detalhadamente a identidade do criminoso, e a sua ramificação no crime violento, principalmente na cidade de Luanda.
Por: Ngunza Chipenda
Há meses que tomamos conhecimento da existência de um grupo de marginais rotulados como altamente perigosos, onde constam nomes bem conhecidos pelas equipas de investigação criminal, principalmente do SIC, que se autodenominaram “Os Barcelonas”, antes conhecidos como “Turma dos que têm”.
Deste grupo, onde constam estes elementos envolvidos no roubo de Talatona, alguns cumprem penas na Comarca de Luanda, enquanto outros morreram, em confronto directo com as autoridades.
Kobe, não é um bandido qualquer, segundo consta, era supostamente efectivo da PNA, ligado ao trânsito, e assaltavam camiões nos arredores do Porto de Luanda, depois de interpelaram os motoristas.
Foi detido, expulso da corporação e agora faz parte dos “Barcelonas”.
Este grupo, segundo dados obtidos por este jornal, mata sem piedade, e está envolvido em boa parte dos roubos a bancos, realizado um pouco por todo o país. Está ligado a execuções, e não brincam em trabalho, sublinha-se aqui trabalhos do crime organizado. E podem mandar executar, mesmo de dentro da cadeia, onde têm supostamente acesso a telemóveis.
O líder do grupo é um criminoso identificado como “Mauro Puma” que está preso na Comarca Central, dados em posse do Na Mira, dão conta que o mesmo elemento usa actualmente um Iphone 13, dentro do presídio. Este individuo terá sido transferido da CCL para Calomboloca, e avisa-se as autoridades para uma possível fuga destes elementos, organizada com supostos membros dos SP.
O seu adjunto é um tal de “Zé Braga”, que também está na Comarca, os dois activos no mundo do crime, e tidos como líderes da mesma organização, ainda cumprem penas porque precisam de 12 milhões de kwanzas cada, para pagar um suposto advogado e assim saírem da cadeia.
Recentemente (antes da cadeia) um deles, Zé Braga, participou de um roubo onde levaram milhões de kwanzas, deixou parte do dinheiro com a sua irmã, na baixa da Nocal, mas foi ‘visitada’ e perdeu todo o dinheiro.
“Mana Santa”, ou Santinho, é também um elemento do grupo, está solto, e segundo consta, está no activo.
Chinês é um outro elemento, a sua localização aponta para o Bengo, arredores do Capari.
Matrix foi um membro influente do grupo, mas já não faz parte do mundo dos vivos, morreu, supostamente em confronto com a polícia, assim como Gato Miau, Boy Tata, Kimpuren “Pura” ou Capeloy, bastantes conhecidos nas zonas da Nocal e Hoji-ya-Henda.
Quem está vivo e se dá como certo a sua integração neste grupo, é o bandido “Dom Moyo”, Smith ou Lopera, este último bastante influente no bairro Paraíso e arredores de Cacuaco.
Há um elemento identificado como “Tai Chi”, agora residente algures na província do Huambo, e Nené Diabo “Hebo”, residente agora na província de Malanje, que são activos dos Barcelonas.
A cidadã apenas identificada como “Canuca”, segundo dados obtidos pelo Na Mira no mundo do crime, é uma militar colocada na logística das FAA, sobre ela deve ser investigado pormenorizadamente possível furto de munições nas fileiras das FAA.
Quem também deve ser investigada, e de preferência pelo grupo de combate ao Crime Organizado do SIC-Geral, é uma cidadã identificada como “Mana Avó”, moradora do Cazenga, por suposta compra de quase todo material proveniente do roubo deste grupo e outros.
Recorde-se que Kobe foi detido em posse de duas armas de fogo, sendo uma de marca Macarov, com o número 25788, com um carregador e cinco munições e outra de marca Jericho, com o número ilegível, com um carregador e oito munições.
Durante a perseguição, o bandido deixou cair uma das armas, mas antes trocou tiros com a URP.
É dado certo que o bandido é altamente perigoso, sobre ele devem pesar crimes de homicídio por se apurar. A nossa fonte revela que o marginal não é de efectuar estes roubos mínimos, deve ter feito por carência de dinheiro, é perito em assaltos de valores monetários e outros roubos de relevância.








