"Há gato" - Militares que transitaram para Polícia de Guarda Fronteiras temem ser substituídos por civis
Os militares na reserva que transitaram para a Polícia Nacional e indicados para incorporarem especificamente na Polícia de Guarda Fronteiras, estão descontentes com o atraso que se verifica na transição, numa altura em que os de outros ramos já foram despachados.
Por: Lito Dias
Segundo a nossa fonte, é uma situação que tem criado insatisfação entre os militares em transição na condição de reservistas das Forças Armadas Angolanas para a Polícia Nacional de Angola.
"É neste atraso que os chefes aproveitam introduzir gente estranha, mormente civis, mediante o pagamento de dinheiro", denunciou.
Lembram que desde 2024 que passaram por todas as etapas exigidas, incluindo exames de aptidão, onde foram considerados aptos.
No entanto, acrescentam, enquanto alguns colegas foram encaminhados para os Comandos Provinciais e já iniciaram sua formação, os que foram designados para a Polícia de Guarda Fronteiras continuam sem qualquer avanço no seu enquadramento, "sem justificativas concretas".
"Temos recebido apenas ordens para manter a prontidão, sem explicações claras sobre os motivos da demora", relatam, sublinhando que são militares com anos de serviço e sentem que estão a ser tratados como se fossem civis ou recém-incorporados.
"Precisamos de um posicionamento claro sobre o nosso enquadramento e que este processo seja conduzido de forma justa e célere", rogaram.








