"Negócios na justiça?" - Juiz e empresário acusados de retirar material ferroso da empresa ZHONGAN-ENGTAI avaliado em mais de 1 bilião de kwanzas
Há mais de uma semana, o Na Mira do Crime trouxe à baila o caso de vários despachos que o Juiz de Garantias, identificado por Biscay Kassoma, exarou a favor da empresa AKWABA pertencente a um suposto empresário de nome Pedro Maiala, com o objectivo de "saquear" materiais ferrosos na empresa ZHONGAN-HENGTAI, isto na Província do Icolo e Bengo. Este assunto continua a fazer correr muita água debaixo da ponte.
Por: Cambundo Caholua
Diariamente, vê-se camiões carregados de materiais ferrosos a saírem do interior da fábrica ZHONGAN-HENGTAI.
Dados em posse do Na Mira do Crime indicam que de Maio a Julho de 2024, O GRUPO liderado pelo empresário Pedro Maiala, só de produtos que saqueados na empresa, por conta desses despachos, já causaram um prejuízo estimado em mais de 300 milhões de Kwanzas.
Segundo o que este jornal apurou, depois do novo despacho exarado em 2025 pelo mesmo Juiz, o prejuízo cresceu em um bilião e 200 milhões de Kwanzas. Apesar disso, fontes confirmam que o grupo só pretende parar quando atingir a sua meta: pilhar um produto estimado em cerca de 2 ou mesmo sete biliões de kwanzas.
O Juiz alega que se procedeu desta forma, dando razão à empresa AKWABA-GROUP, porque a mesma havia ganho um concurso público para comprar um produto que estava a ser comercializado pela Anglofex, acusando que a empresa ZHONGAN-HENGTAI havia "passado a perna".
Segundo informações em posse do Na Mira do Crime, a empresa AKWABA-GROUP, após ter ganho o referido concurso, que o Juiz Kassoma se apega, não honrou com os acordos firmados com a Anglofex, que era para pagar o produto de materiais de sucata avaliado em cerca de 450 milhões de Kwanzas.
Sendo assim, a Anglofex rescindiu o contrato com AKWABA-GROUP, por esta não ter capacidade financeira de pagar os valores acordados entre as partes.
No entanto, posteriormente, a ANGLOFEX reabriu um outro concurso em que participou a empresa ZHONGAN-HENGTAI, bem como as outras empresas do ramo ferroso.
As mesmas informações dão conta que a ZHONGAN-HENGTAI concordou com os produtos que estavam a ser comercializados pela ANGLOFEX e comprou parte do material que lhe interessava, tudo provado com documentos assinados.
Logo a seguir, Pedro Maiala, proprietário da AKWABA-GROUP, sentindo-se traído pela sua própria incapacidade financeira, viu como o elo mais fraco a ZHONGAN-HENGTAI, primeiro por ser uma empresa pertencente a cidadãos de nacionalidade chinesa e, por outro lado, pelo facto destes não se aliarem aos que "mandam" no país, no sentido de serem "protegidos".
Segundo a nossa fonte, Maiala, com ajuda dos despachos do Juiz de Garantias, Kassoma, e a protecção de alguns Juízes colocados nos tribunais, aproveitam-se dessa situação e continuam a "saquear" materiais ferrosos de sucatas na fábrica ZHONGAN-HENGTAI, situada na província do Icolo e Bengo, propriamente em Catete.
Hoje, diz uma fonte próxima ao caso, o prejuízo já está avaliado em mais de um bilião de Kwanzas, por outro lado os funcionários são agredidos, conforme mostram as imagens onde aparece homens do Pedro Maiala e do Juiz Kassoma a espancarem cidadãos chineses.
"Estamos à espera que o SIC desmantele esta rede criminosa, que é composta por estes rostos: "Pedro Maila, líder da quadrilha; Jika o advogado; Jugolfo, o sombra e homem dos contactos com os Juízes e, por fim, o próprio Biscay, o que emite os despachos para legitimar o saque na empresa ZHONGANHENGTAI desde Maio de 2024", começou por detalhar uma fonte.
"A empresa AKWABA, na pessoa de Pedro Maiala, está a ser acusada de tentar corromper vários órgãos de comunicação social, de modo a manipular a informação e publicar a versão deles, apesar de não terem como provar as suas alegações que, à partida, não têm fundamento", afirma.
A fonte revelou também que a empresa AKWABA-GROUP não tem um escritório, não emprega ninguém, e todas as empresas que tiveram acordo com a AKWABA-GROUP acabaram por ser lesadas.
"Uma empresa fantasma, simplesmente existe para aplicar golpes desta natureza, cujos modus operandi são burlas, engano, corromper e falsificar", acusou.
Entretanto, assim que chegam na fábrica ZHONGAN-HENGTAI, carregam tudo que lhes convém, sob alegações que são materiais deles e o juiz atribuiu lhes como fiel depositário, sendo que, na verdade, retiram os materiais e levam noutras fábricas para comercializar.
"Apelamos o desmantelamento desta rede Criminosa, o mais rápido possível, queremos justiça, um Juiz que age assim, descredibiliza os órgãos de justiça. Apelamos também que este Juiz de garantias, Biscay Kassoma, deve ser destituído", imploram os denunciantes.
O Na Mira do Crime tentou outra vez contactar o senhor Pedro Maiala, a fim de ouvir a sua versão, mas sem êxito.











