Outra vez os chineses: SIC desmantela laboratório de reparação de processadores de mineração de criptomoedas
Operacionais do Serviço de Investigação Criminal (SIC), no âmbito de micro-operações que têm sido realizadas, desmantelaram, na madrugada deste domingo (23), um estaleiro que servia como laboratório para reparação de processadores de mineração de criptomoedas, isto junto à Zona Económica Especial (ZEE), no km-28, província de Icolo e Bengo.
Por: Cambundo Caholua
Na sequência, de acordo com o Director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Geral, Superintendente-chefe Manuel Halaiwa, foram detidos, também, em flagrante delito, três cidadãos chineses, com idades entre 24 e 54 anos, dentre os quais, destaca-se uma mulher, que, recentemente, deu à luz a um bebé.
Ao falar à imprensa, Manuel Halaiwa disse que a micro-operação foi realizada através da Direcção Nacional de Combate aos Crimes Informáticos, em conjunto com a Direcção Nacional de Combate ao Narcotráfico, bem como o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), afecto à Polícia Nacional.
Explicou que o referido laboratório estava dissimulado no interior de uma oficina auto, sendo que no local onde era feito a manutenção dos materiais de criptomoedas, só os chineses tinham acesso, nenhum outro trabalhador, sobretudo angolano, sabia o que se fazia naquele sítio.
"Como podemos ver, este acesso é totalmente clandestino, só o chinês tinha possibilidade de entrar no local. Dizer que foi muito difícil para os nossos efectivos encontrarem este laboratório, tiveram que partir várias paredes, percorreram o residencial todo, até então penetrarem", esclareceu.
Acrescentou que foi por volta da uma hora da madrugada deste domingo, que os operativos do SIC conseguiram desbaratar o mesmo laboratório.
Halaiwa explicou também que no mesmo centro laboratorial, foram encontrados diversos equipamentos, alguns já reparados.
Só em equipamentos já reparados, fala-se em cerca de 500 de diversa natureza, quer processadores Antmainer, Whalimain, miner bitcoin, whatmine, bem como bobinas e outros.
"Este material era recomposto e entregue aos centros de mineração de criptomoedas, que estavam a funcionar", disse mais, "acreditamos que é provável que estejam a funcionar alguns centros de mineração de criptomoedas, sendo que estes indivíduos estavam a preparar caixas para entregar a esses centros", apontou.
Segundo o responsável de comunicação do SIC-Geral, cerca de 33 estaleiros de mineração de criptomoeda, desde o início destas micro-operações, foram desmanteladas, sendo que a província de Luanda lidera com 15, ao passo que a província do Icolo e Bengo é onde foi desmantelado o maior centro de mineração de criptomoedas do país, depois seguem o Huambo, Bengo, Malanje, Benguela, Zaire, onde também já foram desbaratados alguns estaleiros.
Questionado pelo Na Mira do Crime, sobre quantos cidadãos já foram detidos, desde que se deu início a este processo de desmantelamento de mineração de criptomoedas e se alguns já foram a julgamento, Halaiwa respondeu que são mais de 100 chineses que estão detidos, sendo que há outros que estão na condição de arguidos presos, e uns como arguidos soltos, quanto a julgamento, assegurou que logo haverá.
"Aqui estão envolvidos directamente cidadãos chineses, que é a nacionalidade que predomina a mineração de criptomoedas, com a colaboração de alguns angolanos, mas os angolanos só estão lá como trabalhadores, não percebem do conteúdo, têm apenas missão de substituir o equipamento e controlar o seu funcionamento", observou.
Na mesma senda, foram apreendidos três viaturas, durante a mesma micro-operação.
Os implicados serão presente ao Ministério Público para o prosseguimento das medidas legais.








