Familiares de Roxane Pestana assassinada a tiro pelo marido português alertam sobre "influência externa" na decisão do recurso que decorre no TC
Familiares da cidadã nacional Roxene Pestana, assassinada a tiro no dia 25 de Setembro de 2021, na província da Huíla, pelo marido Walter Raposeiro, de 66 anos de idade, condenado a 26 anos de prisão efectiva pelo Tribunal de Comarca do Lubango, apelam ao Tribunal Constitucional a realizar “a sã justiça”, e denunciam que os familiares de Walter Raposeiro estão a se servir de entidades portuguesas e não só, no sentido de influenciarem na decisão do recurso que decorre no Tribunal Constitucional, para que o arguido venha a ser ilibado da decisão proferida pelo Venerando Tribunal Supremo, que confirmou a pena de 26 anos de prisão maior.
Por: Carla Nayara
De acordo com o familiares que contactaram o Na Mira, a família do cidadão português, tudo está a fazer na base de tráficos de influências para “verem o criminoso a solta”.
“Acreditamos na justiça angolana, em particular no Tribunal Constitucional, temos a plena certeza que não será influenciado na sua decisão”, atestaram.
Os familiares da malograda acrescentam que este assunto deve ser tratado pensando nos filhos que ficaram sem uma mãe, e que foi morta com um tiro na cabeça.
“Qual é o sentimento que os parentes teriam ao ver que a nossa filha foi morta nos termos em que foi, e o criminoso a passear?”, questionaram, rogando “que haja uma condenação severa ao criminoso”.
O Tribunal de Comarca do Lubango, na Província da Huíla condenou em 2023, o cidadão português, Walter Raposeiro, a 26 anos de prisão efectiva, por prática do crime de homicídio qualificado contra à sua esposa, Roxane Pestana.
O cidadão, segundo o tribunal, matou a sua esposa a tiro à meia noite do dia 25 de Setembro de 2021, a 200 metros da sua residência, no Lubango, tendo de seguida manipulado a cena do crime para forjar um suicídio, disse o juiz de direito que presidiu o julgamento, Gerardo Ukuma, ao ler a sentença.








