Na Samba: Jurista é acusado de apropriar-se de um terreno e intimidar a proprietária
Um cidadão, identificado por Simão Mabuta, suposto jurista, está a ser acusado de se apropriar de um terreno de 516 metros quadrados, situado nas imediações da Corimba, município da Samba. De acordo com a denunciante, o acusado, para o efeito, usa a polícia no sentido de intimidar a "proprietária" do referido espaço.
Por: Cambundo Caholua
O Na Mira do Crime apurou que a proprietária, que não quis ser identificada, adquiriu o terreno entre o ano 2014 e 2015, a um cidadão de nome Fançony, que ainda pode confirmar o negócio, por estar localizado e bem de saúde.
Conta a mesma que tudo começou em 2023, quando o acusado usando da força policial entendeu invadir o espaço de 516 metros quadrados, que está localizado à beira-estrada, junto ao Banco BIC, isto na Corimba.
"Quando falei com o senhor Simão, ele alegou que eu não aparecia no espaço há muitos anos, por isso não posso me intitular como dona do terreno. Atenção que o meu terreno está morado, tem delimitações atrás e frontais, não tem como o senhor Simão apregoar-se como sendo o dono do terreno e, aliás, só é dono quem tem documentos, e como ele é jurista tem que, necessariamente, saber disso", observou.
Não obstante, explicou que o invasor, sempre que a titular colocasse alguns rapazes para limpar o espaço, accionava a polícia e apreendiam os meninos.
"Por exemplo, o ano passado mandamos limpar o terreno e o senhor Mabuta mandou uma patrulha para prender os miúdos que estavam a limpar o espaço, alegando que estavam a invadir o seu terreno", denunciou.
Por outro lado, contou a lesada, que o acusado, tanto na polícia bem como em outros lugares nunca provou documentalmente como sendo o proprietário do espaço.
"Quando nos deparamos com o senhor Simão Mabuta, perante a polícia do comando da Samba alegava que o terreno era dele, sem, com tudo, apresentar nenhuma prova legal de que ele era o titular do espaço. Ao passo que nós fizemos sempre fé da documentação, quando fôssemos a Samba", apontou.
A titular do referido espaço, num tom humorístico, fez uma observação e disse que nos dias que ocorrem tem muitos herdeiros para ficarem com o seu terreno.
"Mas este senhor Mabuta, de acordo a minha árvore genealógica, fiz um estudo, não aparece como sucessor e nem meu herdeiro, porque tenho muita gente para herdar o terreno", disse.
Concluiu que pretende vender o terreno, mas por causa dessa situação os interessados em comprar o espaço têm encarado muita dificuldade.
"Está a me criar um transtorno muito grande, eu quero vender o terreno e sempre que aparece pessoas interessadas no terreno é uma confusão, ele faz confusão a todo tempo", revelou.
A proprietária condenou a atitude do suposto jurista e, uma vez que o mesmo é professor de direito, deixou um apelo para que este reflectisse e não ensinasse aos seus formandos a "roubarem o que é do outro".
O Na Mira do Crime sabe que no último sábado (22), a titular do terreno enviou outra vez alguns meninos para fazerem limpeza ao terreno, mas como tem sido já costume, no local apareceu, outra vez a polícia.
O Na Mira do Crime contactou o senhor Simão Mabuta, por via telefónica, na última sexta-feira (21), no sentido de ouvir a sua versão, entretanto, o mesmo alegou que estava a dar aulas e que não poderia falar naquele instante, o que só seria possível no dia seguinte, isto no sábado.
Contudo, a equipa de reportagem deste jornal, voltou a contactá-lo no referido sábado, sendo assim o mesmo já não atendia o telefone.








