Apontaram arma na cabeça da esposa em frente dos filhos: Jovem de 36 anos levado por elementos fortemente armados trajados com coletes da polícia
O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira, 07, quando o cidadão que atende pelo nome Carlos Agostinho, de 36 anos de idade, residente no Zango 2, município de Calumbo, província de Icolo e Bengo, encontrava-se em sua casa a dormir, na companhia da esposa e filhos, e foram surpreendidos por oito elementos fortemente armados, que se identificaram como agentes da Polícia Nacional, e depois de terem entrado na residência, roubaram duas tvs plasmas, dois telemóveis e, sob fortes ameaças de morte levaram consigo o dono da residência.
Por: Solange Figueira
Familiares que falaram em exclusivo ao Na Mira do Crime, explicam que dos oito marginais, um deles estava com o colete da Polícia Nacional.
Contam que assim que bateram a porta, perguntaram se a casa era do senhor José, pelo que o jovem Carlos respondeu que não era, ainda assim obrigaram que se abrisse a residência.
Neide, esposa da vítima, explicou que já fizeram participação na Esquadra do Mindef, no Zango 2, mas, até ao momento não têm respostas sobre o que realmente aconteceu. ´
“O meu marido é camionista, temos três filhos, não consome álcool e não tem muitos amigos, é muito apegado à família, não sabemos quem fez isso, quando os meliantes entraram apresentaram-se como polícia, eu queria ir com eles, mas um deles apontou a arma na minha cabeça a frente dos nossos filhos e me mandou voltar, aí percebi logo que não eram polícias”, recordou.
Explicou que o marido perguntava a todo momento qual era o crime que ele havia cometido.
“Eles pediam apenas para acompanha-los, estou aflita, preocupada e desesperada, meus filhos estão a três dias a chorar pela falta do pai, socorro, ajudem a encontrar o meu marido, ele não é gatuno, sempre trabalhou duro nunca deixou faltar nada às crianças", implorou.
Felipe Agostinho, sobrinho de Carlos, acredita que o seu tio foi levado por engano.
"Não entendemos porque o levaram, se eles quando entraram em casa chamaram-lhe por um outro nome, meu tio nunca se meteu em problemas, a vida dele é trabalho e casa, ele nos defendia de tudo, é honesto, humilde e boa pessoa, apelamos a sociedade em geral que nos ajude a encontra-lo, estamos a ficar frustrados sem notícias dele, nunca mais dormimos, a família toda esta em choque e muito abalada".
Contacto por este jornal, via telefónica, nesta quinta-feira, 10, o comandante da Polícia da esquadra do Mindef mostrou-se indisponível em responder as nossas questões, prometendo fazê-lo num outro momento.








