De Agente de 3ª classe a Inspector-chefe em 4 anos: Efectivo do DIIP acusado de receber dinheiro em troca de vagas no ISCPC e subir de patente de forma “irregular”
Manilson Niro Gomes, Inspector-chefe do Departamento de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP), está a ser acusado de prometer vagas no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais Osvaldo Serra Van-Dúnem, (ISCPC), em troca de dinheiro, e subir de patente de forma “irregular”.
Por: Cambundo Caholua
A denúncia diz que o oficial é sobrinho do actual Director Nacional do DIIP, Comissário, José Carlos Cunha da Piedade, e aproveitava-se dessa posição para supostamente burlar somas de dinheiro a novos efectivos com garantias de os colocar no Instituto já referenciado, a fim destes agentes fazerem uma formação de curso de oficial.
Até hoje, os efectivos que aderiram a suposta burla, permanecem como agentes, sem promoções, sem reconhecimento, e sem o dinheiro que gastaram confiando no que acreditavam ser uma oportunidade.
Outro dado chegado a este jornal dá conta que o acusado, no ano de 2020, ostentava a patente de agente de 3ª classe, e só contava com 3 anos de polícia, segundo a mesma denúncia, quatro anos depois, isto em 2024, Manilson foi promovido a posto de Inspector-chefe.
Para muitos agentes, não se consegue explicar a “ascensão relâmpago” sem mencionar o nome do Director Nacional, como sendo a figura protectora daquele oficial.
"A prática do nepotismo, da corrupção silenciosa e da impunidade para aqueles que têm as pessoas certas ao seu lado. Enquanto isso, os que realmente acreditam na missão de servir a sociedade seguem desamparados, desacreditados e cada vez mais desmotivados", cita a denúncia.
Os queixosos exigem o reembolso do dinheiro, e sublinham que até o momento nenhuma atitude foi tomada, criticam o silêncio do Director Nacional da DIIP, que, segundo os denunciantes, deveria ser o primeiro a garantir a integridade e a justiça dentro da instituição.
O Na Mira do Crime contactou o Director de Comunicação Institucional e Imprensa da Direcção Nacional da DIIP, Intendente Quintino Ferreira, que esclareceu que, tão logo o órgão tomou conhecimento desta denúncia, isto no final do ano de 2024, instalou de imediato um inquérito disciplinar e criminal junto da inspecção da DIIP, que ouviu o oficial em questão.
Quintino sublinhou que o mesmo inquérito continua a decorrer, com o objectivo de se apurar os meandros desse caso, assegurando que assim que se concluir e se apurar, resultará em responsabilização disciplinar e criminal contra o efectivo.
Questionado sobre o favorecimento de patenteamento que o referido efectivo usufruiu, por alegadamente ser sobrinho do Director Nacional da DIIP, o Porta-voz negou tal acusação, tendo afirmado que o mesmo em nenhum momento foi favorecido.
"Ele beneficiou do patenteamento quando a DIIP foi criada, inicialmente, deu-se a possibilidade de alguns técnicos superiores ascenderem para o grau de oficial", esclareceu, tendo reforçado que o inquérito instalado será esclarecido a qualquer instante.








