No Kilamba Kiaxi: Militantes do MPLA acusados de desviar 04 viaturas do partido e colocaram no serviço de rent-a-car continuam impunes
O Na Mira do Crime segue milimetricamente o escândalo que ocorreu no Comité Municipal do MPLA no Kilamba Kiaxi, onde quatro elementos do partido estão a ser acusados de desviar quatro viaturas de marca Toyota, modelo Land Cruiser, todas de cor branca, e as terem colocado ao serviço de aluguer de uma empresa de rent-a-car, denominada NBJ, situada na Engevia.
Por: Cambundo Caholua
Segundo a denúncia a que este jornal teve acesso, e já havia reportado, os quatro membros do "partido maioritário", identificados apenas por Adilson, Liliano, David e Ariclene, até a esta altura continuam impunes.
Segundo a nossa fonte, foram somente ouvidos na esquadra da Camama e postos em liberdade, horas depois.
"Estão todos impunes por serem membros do MPLA, o SIC parece estar de joelhos, preocupado apenas com o dinheiro que supostamente receberam, e a fazerem de tudo para o processo não andar, com medo de que tudo venha à ribalta", denunciou uma fonte.
Os mesmos são acusados de colocar os veículos para prestar serviço de aluguer a uma rent-a-car pertencente ao também membro do MPLA, que atende pelo nome Nickson Bunga José.
Este último ficou detido durante alguns dias e também já foi posto em liberdade.
"Foram apreendidos vários carros, a polícia ligou para o senhor Nick, o dono da rent-a-car, que disse ter comprovativos e contratos assinados com os seus comparsas do MPLA que cederam as viaturas para serem alugadas e o dinheiro ser entregue mensalmente", diz a fonte.
A denúncia dá conta que uma das viaturas, o proprietário da rent-a-car, no caso Nickson, a vendeu a 15 milhões de Kwanzas a um cidadão nacional, e o dinheiro ainda não foi reembolsado, visto que já se encontra em liberdade e a viatura foi apreendida na esquadra da Camama.
A fonte aponta que os factos foram distorcidos para tornar os membros do MPLA em vítimas, sendo que dos vários carros apreendidos, nesta altura, só um se encontra sob custódia do SIC.
O comprador não foi contactado, no sentido de se repor a legalidade e o senhor Nickson, bem como os seus companheiros não devolveram os 15 milhões de Kwanzas do cidadão em causa.
O SIC e a PGR estão a ser acusados de elaborar o processo de forma a induzir o Juiz de Garantias a aplicar uma medida de coacção pessoal branda, tendo ocultado muitos factos relativos ao processo.
Dados em posse deste jornal citam que Ariclene é um dos principais visados, e em nenhum momento o SIC no município da Camama o constituiu como parte do processo.
O mais grave, enfatiza a fonte, é que foi tido como queixoso, distorcendo, assim, completamente os factos, tudo porque o seu pai é uma alta figura do MPLA.
O certo é que, mesmo cometendo crimes, os visados foram soltos, supostamente por subornar os agentes do SIC, conforme a denúncia.
Curiosamente, dentre várias detenções, só o senhor Nick foi apresentado à PGR e os outros ninguém sabe porque foram soltos, no mesmo dia.








