Assassinado por colegas?: Inspector-chefe do SME encontrado morto no seu gabinete, autópsia revela que foi 'estrangulado'
Um efectivo do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) que em vida atendia pelo nome Ernesto Domingo Caprinde, de 41 anos de idade, que ostentava a patente de Inspector-chefe de Migração, destacado no posto da Zona Económica Especial (ZEE), em Viana, morreu no dia 13 do mês em curso, no seu local de trabalho.
Por: Cambimbi Osório
Segundo a esposa do malogrado, Ana Reis, tudo aconteceu no dia 13 do mês corrente, quando o marido ligou para si e pediu que fosse ter com ele no destacamento em questão.
Depois de uma hora, o malogrado voltou a ligar preocupado com a demora da esposa.
"Eu lhe disse que ainda estava a terminar a comida para os filhos, e depois poderia dirigir-me directamente ao local de trabalho dele, ainda pediu saldo de dados, carreguei o telemóvel dele", recordou.
Depois dos afazeres em casa, Reis conta que foi ao destacamento da ZEE, mas estava a ser impedida de entrar, por um colega do seu marido.
"Tentei ligar várias vezes para ele, mas não atendia, depois chegou um colega dele que me reconheceu e chamou atenção ao colega alertando que eu era a mulher do chefe", disse.
Após ser atendida, se dirigiu ao escritório do esposo e bateu várias vezes a porta.
"Depois dei a volta, e pela janela, através do vidro, vi o meu marido deitado no chão com roupa civil, estava de calças Jeans e chinelas, e imediatamente pedi ajuda aos colegas dele, que depois de entrarem deram o meu marido como morto", lamentou.
Disse que o seu marido era hipertenso, e os colegas alegavam que possivelmente teve uma crise que culminou em óbito.
Após tomarem as providências, o corpo do Inspector-chefe foi levado para Morgue Central de Luanda.
Para o espanto da família, no terceiro dia do óbito, quando o Irmão e mais um cunhado da vítima foram a morgue lavar o corpo, e verificaram arranhões e sinais de agressão ao longo do corpo, e foi solicitada uma autópsia.
"Um médico cubanos que realizou a autópsia explicou que Ernesto Domingos Caprinde teve o pescoço partido, fratura na coluna, e traumatismo craniano", detalhou, o mesmo se pode ler no resultado da autópsia.
A família desconfia que o oficial foi morto no local de trabalho por algum motivo, que prometem ir atrás até descobrirem.
Segundo o irmão do malogrado, Santos Caprinde, a vítima, depois de passar três dias na morgue, ficou totalmente escuro e a despelar de forma estranha.
"Não sei o que fizeram com o meu irmão, uma vez que o mesmo não apresentava qualquer preocupação de doença, era sim hipertenso, mas estava tudo controlado", atestou.
O Na Mira do Crime contactou por várias vezes (por telefone), a responsável de comunicação do SME, mas sem sucesso.
Vale lembrar que Ernesto Domingos Caprinde deixa viúva e três filhos, um dos quais um menor de 6 anos, e foi a enterrar nesta quinta-feira, 17, no cemitério do Benfica.








