SIC-Luanda captura predadores sexuais do bairro Prenda
O Serviço de Investigação Criminal em Luanda, através da sua Direcção Municipal da Maianga, deteve dois cidadãos nacionais de 22 e 35 anos de idade, envolvidos nos crimes de abuso sexual a menor de idade e agressão sexual com penetração. De acordo com as autoridades, o primeiro caso retrata o crime de abuso sexual de menor, ocorrido na madrugada do dia 27 de Março do ano em curso, no bairro Prenda, rua direita da ex-8º Esquadra, num beco denominado “Dabazi”, e foi lesada uma menor de 14 anos de idade.
Por: Cambuta Vieira
O crime ocorreu por volta da 1 hora da madrugada e, desta acção delituosa, o implicado, de 22 anos de idade, identificado como Gilberto António “Zara", munido de uma arma branca (faca de cozinha), escalou o muro do quintal da residência onde a menor se encontrava a dormir em companhia da sua irmã mais velha, com intuito de realizar um assalto.
Já no interior da referida residência, deparou-se com a menor e a sua irmã, e sem fazer qualquer tipo de ruído, acordou a menor e, sob ameaças de morte, ordenou que a mesma abrisse a porta principal e o acompanhasse sem gritos, levando-a até ao beco descrito, onde abusou-a sexualmente e colocou-se em fuga.
Não satisfeito com a acção realizada, depois do ilícito, em posse da referida arma branca, voltou interpelou duas cidadãs e, sob ameaças de morte, subtraiu os seus telemóveis de marcas Itel e Samsung.
O Na Mira do Crime sabe que o implicado já esteve detido em 2020, na Esquadra do Prenda, por crime de roubo qualificado na via pública, e em 2024, voltou a ser novamente detido por roubou qualificado em residências, em companhia dos seus comparsas, julgado e conduzido a Comarca de Viana, onde cumpriu uma pena de 07 meses de prisão, tendo sido solto no dia 01 de Novembro2024.
A vítima, que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime, explicou que o agressor sexual tão logo entrou em casa acordou-a e tapou-lhe a boca e disse “se você gritar vou te matar”.
“Levantei e obedeci tudo que ele queria, começamos a andar, pelo caminho disse-me que anda a me guardar, depois disso deu-me com catana nas costas, e começamos a andar, pedi favor para não me matar, levou-me no beco do Dabazi e violou-me sexualmente, sem fazer o uso de preservativo”, recordou.
No segundo caso, que configura o crime de agressão sexual com penetração, está implicado um cidadão de 35 anos de idade, e foram lesadas três cidadãs com idades entre os 18 e 26 anos, acções ocorridas nos dias 25 de Outubro, por volta das 03 horas da madrugada, isto no bairro Prenda, rua do Lote 6, 09 de Novembro, às 02horas e 30 minutos da madrugada, no bairro Prenda, rua do Chafariz do Dondo e o mais recente, ocorreu no dia 15 de Janeiro, por volta das 3 horas da madrugada, no bairro Prenda, rua do Lote 6.
Para a realização destes actos ilícitos, o implicado actuava de forma dirigida, munido de arma branca (faca de cozinha), com preferência o período nocturno entre 23 horas e às 4 horas da madrugada e sempre em locais de convívio como roullotes ou locais de venda de bebidas, com maior frequência a zona do Prenda, rua da Kizomba e no Sector do Nzamba2, onde aliciava as vítimas com bebidas.
Depois de manter contactos com Às vítimas, o predador sexual pedia as mesmas para acompanha-lo até a uma roullote, simulando buscar troco que ali havia deixado.
Ao chegarem nas imediações da rua do Lote 6, com recurso a arma branca, sob ameaças de morte, levava as vítimas para o interior de uma obra abandonada onde consumava o ilícito.
A vítima de 23 anos de idade falou para este jornal, e avançou que foi abusada sexualmente pelo senhor Afonso José Francisco, de 36 anos de idade, alegando que estava numa festa com as colegas de trabalho, e havia saído do local do convívio porque queria comer alguma coisa, e deparou-se com o agressor sexual, que interpelou-a e pediu de forma educada para o acompanhar a ir buscar o troco.
“Depois de andarmos um pouco, ele agarrou-me rápido e ameaçou com uma faca de cozinha, dizendo que não grita, não fala nada, se você gritar vou te pôr no tanque com água. Eu obedeci, mandou tirar a roupa, e depois começou a fazer sexo comigo por duas vezes, sem fazer o uso de camisinha, não satisfeito levou o meu telefone”, recordou.
O Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, explicou que o SIC continua firme no combate aos crimes contra a liberdade sexual, e promete não dar tréguas a todos aqueles que insistem nestas práticas que perturbam o psicológico das vítimas.









