Caso BES Angola: Álvaro Sobrinho condenado a pagar 204 euros por faltar a julgamento
Começou, na manhã desta segunda-feira, 05, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, o julgamento do processo BES Angola (BESA). Mas se o ex-banqueiro Ricardo Salgado foi dispensado de comparecer devido ao seu estado de saúde, o mesmo não aconteceu com Álvaro Sobrinho. A acusação diz que terão desviado cerca de cinco mil milhões de euros. Álvaro Sobrinho faltou à sessão e foi condenado a pagar uma multa de 200 euros.
O antigo presidente do BESA alegou que não tinha visto válido para comparecer em Portugal e requereu o acompanhamento por videoconferência. Ainda assim, os juízes decidiram condenado a pagar 204 euros por faltar ao julgamento.
Os juízes dizem que a ausência de Álvaro Sobrinho "é injustificada" e negaram o pedido do antigo banqueiro para assistir ao julgamento à distância.
Nuno Teodósio Oliveira, advogado de Álvaro Sobrinho, diz que o banqueiro não compareceu no julgamento porque não podia e que é necessário um visto especial.
Os três ausentes
Dos cinco arguidos, estiveram ainda ausentes, com autorização do tribunal, o ex-banqueiro Ricardo Salgado, por sofrer de Alzheimer, e o empresário luso-angolano Helder Battaglia, por residir em Angola.
Na sessão, estiveram presentes os restantes dois acusados: Amílcar Morais Pires, considerado o ex-braço-direito de Ricardo Salgado, e o ex-administrador do Banco Espírito Santo (BES) Rui Silveira.
Crimes em causa
Em causa neste processo está, nomeadamente, o alegado desvio, entre 2007 e 2012, de fundos de um financiamento do BES ao BES Angola em linhas de crédito de Mercado Monetário Interbancário (MMI) e em descoberto bancário.
No total, os arguidos terão obtido vantagens ilícitas no valor de cerca de cinco mil milhões de euros e de mais de 210 milhões de dólares.
O Ministério Público diz que há provas de que o dinheiro do BES e do BES Angola foi parar às contas de alguns dos arguidos.
Álvaro Sobrinho está acusado de 18 crimes de abuso de confiança agravado e cinco de branqueamento.
Já Ricardo Salgado responde por cinco crimes de abuso de confiança e um de burla qualificada.











