Tudo começou na rua da Dira: Cidadã acusa suposto agente do SIC de agressão sexual e física numa hospedaria, procurou fio de ouro nos órgãos genitais da vítima
Um suposto agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC), apenas conhecido por Mário, está a ser acusado de ter agredido física e sexualmente a cidadã Mónica Madalena, de 36 anos de idade, numa hospedaria sita no Zango-03, por alegadamente ter furtado um fio de ouro.
Por: Solange Figueira
O facto ocorreu no dia 02 de Maio, no Zango-03, na famosa rua da Dira, quando a jovem estava a conviver com uma amiga, e foi abordada por um cidadão identificado por Mário, de estatura baixa, olhos grossos, que disse que era agente do SIC da esquadra do Zango-04 (SIAC).
Em um mútuo acordo, os dois decidiram ir à uma hospedaria, que está situada na rua do Julgado de Menores.
A vítima alega que foi brutalmente espancada e abusada sexualmente pelo agente Mário que a acusou de ter roubado o seu fio de ouro, depois da mesma negar ter novamente relações sexuais com o acusado.
No início de tudo, combinaram que a jovem receberia 9 mil Kwanzas por duas horas. No entanto, já no terreno, o acusado terá mentido ao informar à Mónica que tinha sofrido um assalto, e que, por este motivo estava desprovido de qualquer dinheiro.
Mesmo assim, pediu à senhora para que ficassem a noite toda juntos na referida hospedaria.
Segundo Mónica Madalena, em entrevista ao Jornal Na Mira do Crime, ela é comerciante de perucas e reside no bairro Palanca e estava no Zango hospedada em casa de uma amiga. "Não sou trabalhadora de sexo, fui com o jovem porque precisava de dinheiro para pagar as propinas em atraso de um dos meus quatro filhos. Vivem com a minha Mãe, sou solteira; o pai deles não ajuda", explicou, acrescentando que estavam no quarto e Mário "queria fazer sexo comigo a noite toda, e não aceitei; foi aí que ele começou a bater em mim e tive de pedir socorro às pessoas que trabalham na hospedaria".
Segundo a vítima, ele dizia a todo momento que ia matar a jovem.
"Me deu muitos socos e ponta-pés, me apertou o pescoço e procurou a arma dele que deixou com o seu amigo", revela, confessando que não o conhecia antes, mas a gerência da hospedaria conhece-o bem.
Por alegadamente ter roubado um fio de ouro, foi submetida a uma revista sem precedentes que não poupou os órgãos genitais.
"Levou o dinheiro que me tinha dado, só não levou o meu








