Está "foragida" e o processo ‘morreu’ no Tribunal: Autoridades procuram cidadã acusada de agredir ex-namorado (com ajuda de amigo caenche) até partir a mandíbula
Uma cidadã nacional de nome Madalena Francisco David, de 28 anos de idade, está a ser acusada de ter agredido o seu ex-namorado, de nome Aristides Miguel Pedro Escrivão, de 37 anos de idade, morador do Prenda, município da Maianga, com ajuda de um amigo, identificado por "Vado", suposto agente da Polícia Nacional, até partir a mandíbula, por causa da vítima cobrar uma dívida de 200 mil kwanzas.
Por: Kihunga Bessa
A vítima que falou em exclusivo ao Na Mira do Crime, explicou que o facto ocorreu no pretérito dia 15 de Novembro de 2019, no Morro Bento, junto ao Hotel Ágata, quando este se dirigiu à casa da sua namorada para cobrar uma dívida de 200 mil kwanzas, que a mesma havia contraído e, consequentemente, conversar com a irmã mais velha da acusada, sobre “os comportamentos negativos que ela apresentava".
“Assim que cheguei perguntei pela irmã dela Meury, ela simulou que a mesma estava no banho, tão logo entrei em casa dela, disse que assinei a minha sentença de morte", recorsou.
Explicou que, de repente, a namorada chamou o Vado, jovem alto e corpulento, com domínio de artes marciais e começaram a agredi-lo, até ao ponto de ter a mandíbula partida.
“Bateram me muito, perdi os sentidos, desmaiei, quando recuperei só sei que despertei de noite junto ao meu portão, como era noite, descansei, mas estava com muita dor, e dia seguinte, com apoio de um primo fomos ao hospital”, explicou.
A vítima, informou que depois de ser atendido no hospital, dirigiu-se a esquadra do antigo controlo da Samba, onde participou a ocorrência e foi aberto o processo n° 210/22
Em sequência, Os efectivos da Polícia Nacional foram até à casa da acusada, onde detiveram a Madalena e o Vado.
Aristides, explicou que, dias depois, os agressores foram soltos após terem pago caução e a acusada aproveitou e colocou-se em fuga.
“Estou atrás de justiça, em 2023, dada a morosidade do caso, os meus advogados conseguiram tramitar o caso para o Tribunal de Luanda Dona Ana Joaquina, onde se encontra até hoje, na 4ª Secção da Sala dos Crimes Comuns, sob instrução do Juiz Catenda, desde 2023”, lamentou.
Segundo a vítima, após o caso tramitar em julgado, Vado foi ouvido uma vez em audiência, mas, depois foi adiada devido a ausência de Madalena, “que se encontra foragida até a presente data”.
O nosso entrevistado avançou que durante este tempo que o caso encontra-se parado, Vado enquadrou-se na Polícia Nacional, e pensa que este tem sido um dos factores que dificulta ainda mais a tramitação do processo.
"Fui ao tribunal para saber como anda o caso, disseram-me que estão a espera do ofício do SIC. que poderá determinar onde está a dona Madalena", informou.
O jovem diz que, foi aperado na mandíbula e colocado um ferro, e hoje tem dificuldades na alimentação e na fala. A operação, disse, custou cerca de 600 mil kwanzas, e em nenhum momento os seus agressores se predispuseram saber sobre o seu estado de saúde, por isso, exige que se faça justiça.
Este jornal, por sua vez, contactou várias a acusada por via telefónica e mensagens, mas sem sucesso.
De seguida, contactamos o Porta-voz da Magistratura Judicial, Leandro Lopes, para saber sobre a tramitação do processo no Tribunal Dona Ana Joaquina, e prometeu pronunciar-se em breve








