Combate ao Narcotráfico captura “Beto Kiala” um dos ‘chefões’ do tráfico de cocaína em Luanda
Efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), colocados no Departamento de Combate ao Narcotráfico, numa operação aturada levada a cabo de 18 de Março a 11 de Abril do ano em curso, nos municípios do Kilamba Kiaxi, Maianga e Rangel, detiveram três cidadãos nacionais, traficantes de droga do tipo cocaína (pura), e crack, pela prática dos crimes de associação criminosa e tráfico de droga.
Por: Carlos Quicuca e Cambuta Vieira
De acordo com o Porta-voz do SIC-Luanda, Superintendente-chefe, Fernando Carvalho, os implicados faziam circular drogas dos tipos Cocaína e Crack em três municípios da província de Luanda, especificamente Kilamba Kiaxi, Maianga e Rangel, vendendo por cada duas gramas de cocaína misturada 50 mil kwanzas.
Na Mira do Crime em cima da operação
No dia 18 de Março, concretamente no município do Kilamba kiaxi, no parque de estacionamento do Supermercado Shoprite, onde operacionais já seguiam todos os passos do grupo, detiveram, primeiramente o traficante identificado como Zola Sebastião, também conhecido como Moisés, de 48 anos de idade.
Este jornal sabe que o suspeito reside no município do Kilamba Kiaxi, bairro Capolo 1, rua direita da BCA.
Durante a abordagem, o acusado seguia a bordo da viatura de marca Hyundai, modelo I20, de cor vermelha, com a chapa de matrícula LD-04-60-EX.
Na revista, foi encontrada uma embalagem de saco plástico, transparente, contendo droga do tipo cocaína, que estava escondida no interior da blindagem do sector de mudança da referida viatura.
Fruto das diligências e em acompanhamento ao cidadão, no interior da sua residência, foi possível localizar e apreender embalagens de saco plástico transparente contendo cocaína, balanças, bicarbonato de sódio, substâncias que serve para transformar cocaína pura em crack, dois telemóveis, um passaporte nacional, carta de condução, título do referido veículo, com a respectiva chave e um cartão multicaixa do banco Millenium Atlântico.
Num primeiro interrogatório, este explicou que a droga apreendida é parte de outras quantidades que adquiriu parcialmente no valor de 1 milhão de kwanzas, em mãos de diversos fornecedores, salientando que o principal foi o cidadão identificado pelo Na Mira como sendo Beto Kiala, por sinal seu irmão.
Disse ainda que Kiala terá dado a droga (cocaína-pura) para ser comercializada no valor de 200 mil kwanzas, por cada 10 gramas e, para obter algum lucro, passou a comercializar no valor de 220 mil kwanzas por cada 10 gramas, tendo transformado a cocaína-pura em crack, comercializando no valor de 17 mil kwanzas, por cada grama.
Em cima do “Beto Kiala”
Esta informação foi de suma importância para a operação, que voltou todas às forças e atenção para o suspeito (Beto Kiala), tido como o líder de um grupo bem organizado de venda de cocaína.
O NA MIRA SABE QUE, Horas depois, no trabalho de seguimento, foi possível localizar e prender o referido fornecedor (Kiala), no município da Maianga, bairro Neves Bendinha, no interior das bombas de combustíveis da Sonangol, adjacente ao Laboratório Central de Criminalística (L.C.C).
De 39 anos de idade, Kiala Sebastião “Beto Kiala”, intitula-se como comerciante.
Residente no município do Sambizanga, bairro Combatentes, rua Cónego Manuel das Neves, edifício nº 81, este jovem bem conhecido entre os traficantes de droga de Luanda, tido como um dos ‘chefões’, com várias passagens pelo SIC, PELO MESMO CRIME, foi abordado quando seguia ao volante da viatura de marca Hyundai, modelo Elantra, de cor castanha, com a chapa de matrícula LD-56-36-FL.
Durante a abordagem, foi apreendido em sua posse um telemóvel e a respectiva chave da viatura.
Questionado sobre as acusações que pesavam sobre si, confirmou ter entregue a referida droga ao seu irmão, e explicou que é apenas parte de outras quantidades que adquiriu no valor de 800 mil kwanzas, em mãos de um cidadão de origem nigeriana, já identificado pelas autoridades.
Após a detenção dos dois irmãos, e com intuito de desmantelar o grupo de Kiala, o SIC realizou uma micro-operação no município do Rangel, que resultou na detenção do cidadão Hilário António Mateus Sunda “Pico” ou ainda “Milagre”, de 28 anos de idade, residente no município do Rangel, bairro Marçal, rua do Zangado, onde foi encontrado no interior do seu quarto uma caixa de cor branca, contendo três embrulhos de sacos plásticos transparente e de cor preta, contendo droga do tipo cocaína-pura.
Foi ainda encontrado um embrulho de saco plástico transparente, contendo bicarbonato de sódio, substância que usava para dar volume a cocaína-pura, no processo da transformação em crack.
Na sequência, foram apreendidos três telemóveis, uma balança de cor cinza e uma quantia monetária em kwanzas, resultante do tráfico.
Pico, interrogado, explicou que a droga apreendida é parte de outras quantidades que adquiriu no valor de 500 mil kwanzas, em mãos do seu fornecedor habitual, que atende pelo nome “Beto Kiala”.
Este traficante, explicou que comercializava ao valor de 50 mil kwanzas, duas gramas da droga misturada com o bicarbonato de sódio.
Contas feitas, em detrimento da droga apreendida, se os detidos conseguissem vender todo produto lucrariam 6 milhões e duzentos e quarenta e um mil kwanzas.
Apreensões
A operação permitiu a apreensão de 267 gramas e 93 centigramas de droga do tipo cocaína em pó, pura, 3 gramas e 75 decigramas de drogas do tipo cocaína em forma de crack; 66 gramas e 123 centigramas de bicarbonato de sódio; duas viaturas de marcas Hyundai, sendo uma de modelo I20, vermelha, com a matricula LD-04-60-EX e uma outra de modelo Elantra, cor castanha, com a chapa de matrícula LD-56-36-FL, com as respectivas chaves; seis telemóveis, dos quais quatro digitais, das marcas iPhone e Tecno, de cores branca, preta, cinza e verde e dois analógicos, das marcas UNIWA e TIOK, de cor cinza e preto, com os respectivos chips; um passaporte nº N3130904 e um cartão multicaixa do banco Millenium Atlântico; duas balanças, de cor preta e cinza, um título de veículo e uma carta de condução.
Em dinheiro vivo, foi apreendido 1 milhão e vinte cinco mil kwanzas.
Importa salientar, que os autos e os detidos foram remetidos ao Ministério Público e consequentemente ao Juiz de Garantias, onde lhes foi atribuída a medida de coacção pessoal mais gravosa (prisão preventiva).








