AGT ‘deixou’ passar: Wesley Comércio e Serviços limitada tenta levar de Angola mais de 240 toneladas de bronze e cobre
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção no Porto de Luanda, numa aturada investigação, procedeu a apreensão de nove contentores de 20 pés que estavam carregados com material proibido, nomeadamente cobre e bronze, prontos para serem exportados para os Emirados Árabes Unidos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O material foi aprendido por factos que configuram os crimes de contrabando de exportação qualificada.
De acordo com o Porta-voz do SIC, Superintendente-chefe, Manuel Halaiwa, está proibida a exportação de material sucata não ferrosa, para uma conta anual a zero, no período 2024 /2025.
"Este decreto conjunto, 24/24 de 21 de Maio, estabelece claramente um período estabelecido para a proibição deste tipo de material", explicou.
Acrescentou que determinadas empresas com licenças para exportação, usam métodos fraudulentos, recolhendo o mesmo tipo de material.
"Deram-lhe algum arranjo, transformando neste tipo de rolos para transparecer verdadeiramente um material já transformado, com utilização directa", reforçou.
Disse que, o SIC frustrou esta acção de exportação, uma vez que já estavam cumpridas todas as outras formalidades de inspecção aos contentores, e estavam prontos para sair do país, com destino a República Federativa dos Emirados Árabes Unidos, provavelmente no Dubai onde seriam comercializada.
O Oficial realçou que o Serviço de Investigação Criminal despoletou uma intensa investigação para determinar várias outras nuances deste crime de contrabando qualificado, para apurar o modo de actuação da empresa responsável - a Wesley Comércio e Serviço limitado.
"A empresa exportadora naturalmente em tempo próprio será também notificada para clarificar o que realmente ocorreu", avisou.
"Estamos a falar em cerca de 242, 183 toneladas no total, sendo 27 toneladas de bronze, ou seja, dos nove contentores, oito contêm rolos de cobre e um com as 27 toneladas de bronze que está preparado em barras, que estavam prontas a sair do pais", mencionou.
Pelo que tudo indica, realçou Halaiwa, o SIC presume que, pela quantidade do material, também possam ser provenientes de fontes proibidas.
Avançou que, nos últimos dias, o SIC e outras forças têm estado a trabalhar no sentido de pôr termo a casos idênticos, no âmbito do combate a vandalização de bens públicos.
"Muitas cabinas eléctricas, postos de alta tensão e um conjunto de infra-estruturas eléctricas têm sido destruídas para, destes, serem retirados este material que, por sinal é caro e bastante valioso, como é o caso do cobre, criando na verdade um crime de sabotagem porque o Estado terá depois a obrigação de repor", avaliou.
Por norma, disse, o material teria sido todo transformado como produto acabado em território nacional.
Quanto aos procedimentos legais, Manuel Halaiwa disse terem sido seguidos todos os procedimentos para a exportação do material, daí que esteja em curso uma investigação para se determinar em que circunstâncias o material foi autorizado a sair do pais.
"Hoje foi feito uma reinspecção de forma a voltar a verificar os contentores e comprovar o tipo de material contido no interior", disse.
"Os cidadão devem sempre denunciar práticas idênticas, uma vez que o país procura um período de desenvolvimento e a situação energética é daquelas que mais preocupam, porque todos os dias há reclamações ligadas a vandalização desses bens”, alertou, apelando a todos a união, para combater este mal.








