Estava grávida de sete meses: Família procura por jovem de 27 anos que desapareceu de forma misteriosa em 2022
Uma jovem de 27 anos de idade, que atende pelo nome Miquelina Cintura, conhecida também por Bela, mãe de dois filhos, dada como desaparecida de forma misteriosa em 2022, quando estava grávida de sete meses, de um novo relacionamento, no município de Calumbo, arredores do Zango 2, está a ser procurada pelos familiares e pelas autoridades policiais.
Por: Solange Figueira
De acordo com a família da jovem, ela terá conhecido um cidadão identificado por Francisco Xavier, também por Rocha, e começaram um relacionamento amoroso, que em poucos meses culminou com uma gravidez.
Vizinhos contam que, dias antes do desaparecimento, a moça teve um desentendimento com o namorado.
“Quando ela descobriu que estava grávida, entregou os filhos de 10 e 13 anos ao tio, e decidiu viver com o namorado, sem dar a conhecer à família, após sete meses de gravidez, ela descobriu que o marido mentiu sobre o seu estado civil: afinal era casado, e tinha três filhos”, descobriu o senhor Horácio, tio da vítima.
“Depois da descoberta, a Miquelina começou a fazer chantagens ao marido para que ele deixasse a outra mulher, foi nesta época que simplesmente desapareceu”, explicou.
Disse que em 2022 quando ela quando saiu, trancou as portas de casa e, sem se despedir ninguém, saiu e nunca mais voltou.
"A Bela trabalhava num salão de beleza. O namorado mentiu-lhe que vivia no Zango, na rua da Dira, disse que era solteiro e não tinha mulher, afinal era tudo mentira. Ele tem mulher e três filhos e vive na Camama, por detrás do cemitério”, pormenorizou.
Informou que várias vezes entraram em contacto com o marido da sobrinha, mas ele dizia que não sabia nada sobre a jovem, e que estava de viagem em Cabinda.
“Depois dizia estar em missão de serviço fora de Cabinda, falava coisas com coisas, tudo mentira, outro dado que nos preocupa é que, para percebemos que a minha sobrinha estava desaparecida, foi graças aos vizinhos que notaram a ausência dela e, preocupados, comunicaram à família”, detalhou.
“Já procuramos muito, abrimos uma queixa-crime na esquadra do Mindef, na altura, quem acompanhava o caso era um efectivo do SIC de nome Lendela, mas desde aquela data nunca disseram nada”, lamentou.
Acrescentou que já procuraram em hospitais, cadeias e até casas mortuárias, mas sem sucesso.
“Não sabemos se ela ainda está viva ou não, se nasceu ou não, pedimos as autoridades e a sociedade que nos ajudem a encontrá-la", rogou.
A nossa equipa de reportagem entrou em contacto com o comandante da Esquadra do Mindef, Intendente Pedro Vasco Domingos, que diz ter conhecimento do caso.
"Desde o ano em que a família fez a primeira denúncia, a polícia está a trabalhar incansavelmente, diligências estão a ser feitas para encontrarmos a jovem desaparecida", declarou.








