SIC desmantela Centro de Mineração de Criptomoedas que funcionava com sistema de controlo remoto em Catete
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção de Combate aos Crimes Informáticos, numa coordenação operativa com o Gabinete de cibercrime da PGR e demais órgãos operativos de especialidade, no âmbito das suas acções de supervisão, desmantelou, pela segunda vez, na zona do Botomona, município de Catete, província de Icolo e Bengo, um centro de clandestino de Mineração de Criptomoedas com mais de mil processadores, que funcionavam através do sistema de controlo remoto.
Por: Cambundo Caholua e Kihunga Bessa
Falando à Imprensa, o porta- voz do SIC-geral Superintendente-Chefe, Manuel Halaiwa, informou que aquele centro já havia sido desmantelado em 2023.
Constatou-se, porém, ter sido reactivado e estar a funcionar de forma remota, onde o operador controla a mineração através de câmaras de vídeo-vigilância.
Avançou que o mesmo centro está dissimulado por trás de uma actividade económica lícita, alegando que a empresa "ICT" comércio Limitada, desenvolvia actividade de construção de infra-estruturas eléctricas, tendo vários contratos celebrados com Estado angolano.
Alega ainda que, inclusive, já realizou várias empreitadas no âmbito das instalações eléctricas.
Explicou também que, a coberto da actividade lícita, os indivíduos instalaram um centro de Mineração de Criptomoedas devidamente construído para o efeito com um tanque de água, painéis de refrigeração, ventiladores e três PTs sendo um de 1.250 kv, instalado de forma legal licenciado para aquela infra-estrutura, sendo que os mesmos elevaram a potência instalando outros dois PTs de 2.500 kv que alimentavam as naves de criptomoedas que aí funcionava de forma clandestina, com 1175 processadores do tipo Havailon Miner.
"É um processador de alta potência, muito superior aos anteriores que foram apreendidos, falando dos Waits Miner e Ant Miner processador de maior capacidade e precisão", disse.
O oficial de comunicação do SIC-geral fez saber ainda que do trabalho investigativo realizado durante dois dias naquele local, o SIC conseguiu verificar que os indivíduos tinham um consumo de energia acima de 11,000 kw e, diariamente, conseguiam minerar perto de 0,0055 BTC que convertido em dólares estima-se acima de 5 mil dólares norte-americanos por dia, com um grupo de máquinas novas, de alta precisão, que permite a produção.
"Esses indivíduos, sem precisar estar no local, deixavam o material ligado e facturavam acima de 6 mil dólares norte-americanos diariamente”.
Sublinhou que com a pressão, nos últimos dias, por parte das autoridades no corte de entrada de processadores novos, estes terão criado um laboratório para reparação dos mineradores que acabam sendo queimados no decurso da sua actividade.
"Eles tinham uma actividade criminosa devidamente organizada que lhes permite continuar com a acção de Mineração de Criptomoeda sem que sejam afectados pelas autoridades", informou.
No capítulo das apreensões, o SIC apreendeu, no local, 19 viaturas de marcas diferentes, sete geradores, dois PTs em funcionamento, 1.175 processadores do tipo Availon Miner, 42 contentores com materiais diversos dois dos quais com carregados com materiais de criptomoeda.
Foram, de igual modo, apreendidos diversos documentos da actividade comercial da empresa e da construção de infra-estruturas eléctricas.
O porta-voz referiu ainda que os indivíduos tinham uma dívida do consumo de energia eléctrica acima de 04 milhões de Kwanzas.
Referiu também que não foram detidos os titulares do negócio porque estão em parte incerta e que o SIC despoletou todas as diligências e continua no encalço dos mesmos.








