Empresa XUNTONG: Chineses voltam a injustiçar trabalhadores angolanos com despedimentos sem indemnização e péssimas condições de trabalho
Após ter passado algumas semanas que o Na Mira do Crime havia reportado o caso de um trabalhador da empresa XUNTONG, que foi torturado durante três horas e, posteriormente, jogado na casa de animais pelos filhos chineses do proprietário daquela instituição privada, sendo que no local havia cerca de 17 cães de várias raças, onde o mesmo passou a noite, tendo sido resgatado pelas autoridades no dia seguinte, eis que a mesma empresa insiste em maltratar os nacionais, e ninguém faz absolutamente nada.
Por: Cambundo Caholua
Este jornal sabe que os chineses continuam impunes, porém, os mesmos pagaram uma quantia de 2 milhões e 500 mil Kwanzas ao trabalhador que foi atirado na casa dos cães, bem como a um outro funcionário que também havia sido agredido no mesmo dia.
Por outro lado, os trabalhadores da mesma empresa, situada no Polo Industrial de Viana (PIV), que se dedica no fabrico de betão, mármore e mobiliário, voltaram a denunciar pelo facto destes empregadores chineses continuarem a maltratar os funcionários angolanos.
Segundo as denúncias a que este jornal teve acesso, os queixosos acusam a direcção daquela instituição privada de efectuar despedimentos a trabalhadores com mais de dez anos de serviço, sem o respaldo da lei.
Alegam que a empresa, composta por chefes chineses, tinha uma Britadeira nos arredores da província do Cuanza Norte, precisamente na zona do Zenza do Itombe, onde exploravam inertes, entretanto, segundo os denunciantes, a XUNTONG entendeu desfazer-se da mesma.
Contam que, quando a empresa se desfez da britadeira, tendo parado de funcionar naquele local, os trabalhadores que já tinham cerca de oito e 10 anos de serviço foram postos no desemprego, sem a entidade empregadora velar pela indemnização dos mesmos.
"Há muitos trabalhadores que estão frustrados, alguns trabalharam durante oito anos, outros 10 anos, não sabem o que fazer", revelou uma fonte.
A fonte acrescentou que a única recompensa que a empresa XUNTONG deu aos referidos trabalhadores é o salário de um mês.
"Isto é triste, para quem trabalhou durante esses todos anos, depois ser despedido e receber um mês de salário, não sei em que país estamos", lamentou.
Recorde-se que os mesmos denunciam também a falta de segurança no trabalho, acusam igualmente os responsáveis da empresa de não dar contratos de trabalho, de não inserir os trabalhadores no Instituto Nacional e Segurança Social (INSS), bem como se queixam das péssimas condições laborais.
Por outro lado, alegam que não têm tido gozo de férias, e os descontados aos seus ordenados são feitos de forma abusiva, mesmo em situações que o trabalhador esteja doente.
Uma equipa deste jornal contactou por várias ocasiões membros de direcção da empresa XUNTONG, a fim de dar qualquer declaração sobre as recentes acusações, no entanto, não obteve sucesso.








