Saiu do Lubango para melhorar a vida no Icolo e Bengo - Cidadão morre e é enterrado sem o conhecimento da família
Um cidadão nacional, que em vida se chamava Celestino Manuel Ntumba, de 40 anos, morador do bairro Parapeito, município do Sequele, na província de Icolo e Bengo, faleceu no dia 15 de Abril deste ano, depois de padecer de tuberculose e foi enterrado sem o conhecimento de seus familiares. Essa situação preocupa os coordenadores da comissão de moradores, que pedem ajuda da mídia para divulgar a informação e actualizar a família
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, Maria Neto, ex-coordenadora daquele bairro, conta que a vítima era natural do Lubango e veio ao Icolo e Bengo em busca de melhores condições de vida. Ele trabalhava como segurança em uma empresa privada não identificada.
Explicou ainda que durante a sua estadia naquela província, ele conseguiu um espaço de ocupação ilegal onde construiu um casebre, no qual morava com a esperança de, posteriormente, buscar sua família.
Avançou que, depois, a vítima começou a padecer de tuberculose durante um ano e recebeu assistência médica e medicamentosa num hospital do 25, localizado na zona da Funda, onde realizava todas as consultas.
"Como o terreno estava em litígio, no início do mês passado, a administração municipal do Sequele decidiu demolir todas as casas e casebres que ai existiam. Ele não escapou e, como já estava doente, teve um ataque que o levou à morte", informou.
Acrescentou que, uma vez que ele não tinha família, a comissão de moradores do bairro, em coordenação com um dos deputados do Grupo Parlamentar da UNITA, cujo nome não foi revelado, assumiram a situação até à realização do funeral.
"Fizemos todos possíveis para localizar, pelo menos, um dos familiares ou amigos, mas infelizmente não conseguimos pelo que; realizamos o funeral sem conhecimento dos mesmos, e a situação tem nos preocupado dia e noite, queremos que ajudem a comunicar os familiares através do vosso Jornal ", clamou.
O Na Mira do Crime sabe que já passou cerca de um mês e uma semana, e a família nem sequer sabe do passamento físico do seu ente-querido.








