Ficou horas desfalecidos – Cidadão acusa vizinhos de o agredirem sem fundamentos, polícia ignorou queixa apresentada contra os agressores
Um cidadão nacional, identificado por Azevedo Napoleão, de 27 anos de idade, residente na rua do Millennium, bairro da Estalagem, município de Viana, foi brutalmente espancado por dois jovens, por sinal vizinhos, por supostamente ter tirado a placa de um carro, de marca Corolla, modelo Starlet, de cor preta, vulgo galinha rija.
Por: Cambuta Vieira
Azevedo contou que o crime aconteceu na madrugada do dia 17 do corrente mês, quando a saía de um convívio com o seu primo e, ao chegar à casa, foi surpreendido por dois vizinhos que bateram a porta, e ele abriu sem perguntar quem era. "Assim que entrei, não demorou, alguém veio e bateu a porta e eu fui sem perguntar, pensando que era o meu primo, pois ele tem guardado a sua motorizada em minha casa", disse.
“Assim que eu abri a porta, fui recebido com socos e pontapés, sem motivos. Depois disso, fui arrastado até à estrada, bati com a cabeça no separador, comecei a sangrar, tentei mandar mensagem para a minha inquilina, mas um dos agressores veio e me pisou na mão, tirou o cinto da calça, bateu em mim com a parte da fivela na cabeça”, relatou, acrescentando que quando perguntou quais eram os motivos da agressão, um deles disse que “eu tinha tirado a placa do carro deles”.
Conta ainda que depois disso, bateram-lhe com um objecto contundente que lhe levou a perder os sentidos e ficou estendido no chão, onde foi abandonado porque pensavam que estivesse morto.
Na mesma madrugada do dia 15, uma das vizinhas saiu e chamou a sua família que, de imediato, o levou até ao hospital do Capalanga, onde foi dado como morto. Mas às 14 horas, despertou e foi levado à sala dos cuidados intensivos e foi tratado, tendo tido alta no mesmo dia.
Depois de dois dias, teve que ir ao hospital Dom Emílio de Carvalho, localizado no Zango, onde se fez o diagnóstico do Raio X, TAC e outras consultas.
Já no dia 26, foi até ao Comando Municipal de Viana da Polícia Nacional, tendo sido orientado para ir à esquadra da 44, nos Munlevos, mas nada foi feito. “Deram-me muitas voltas, mas não resolveram nada e decidi regressar à casa”, contou.
"Eu quero que se faça a justiça, eu não sou ladrão, nós temos carro de apoio em casa. Além disso, eu ando com um carro do serviço, não entendo o porquê dessa acção", rogou a vítima que, agora, se queixa de fortes dores na cabeça e de todo corpo, em função da agressão que sofreu, sendo que a sua visão está comprometida, o que o obrigou a procurar por um oftalmologista.
De relembrar que os agressores conhecidos por Marcelo LG e Paulo da Zara e a vítima são conhecidos, e que até à data dos factos mantinham uma boa relação de vizinhança, sem problemas, nem queixas nenhumas.
A nossa reportagem procuramos ouvir o comandante municipal dos Munlevos, superintendente-chefe António Tenente Mbiza, que disse não ter conhecimento do caso e, naquele momento, pediu o contacto da vítima para melhor acompanhamento.








