Agentes do DIIP acusados de proteger marginais que atacaram uma família no bairro Paraíso durante um assalto
Uma cidadã nacional residente na zona da Maria do Céu, quarteirão 31, no bairro Paraíso, comuna do Kicolo, município de Cacuaco, acusa efetivos do Núcleo de Investigação de Ilícitos Penais (NIIP), afectos a esquadra do referido bairro, de estarem a proteger supostos marginais que agrediram a sua família, no passado dia 26 de Maio do ano em curso.
Por: Kihunga Bessa
O fato ocorreu por volta das 11 horas e 30 minutos do dia acima referenciado, quando os supostos marginais, identificados como "Loiro", "Cacu", "Larrasta", "do Boneco" e seus comparsas, integrantes do grupo conhecido como "Zona B", realizavam um assalto na referida residência, onde criam animais domésticos.
Segundo Antónia Celestino, proprietária da casa visada, ela e a sua família estavam no interior do quintal, quando, de repente, ouviram barulho.
Assim que saíram para ver o que passava, flagraram os assaltantes a levar três cabritos nos ombros.
Explicou ainda que, em seguida, dirigiram-se aos indivíduos para recuperar os animais, mas esta acção não foi bem recebida pelos meliantes.
"Eles agrediram a minha filha de 21 anos, que está grávida de 5 meses, e também uma anciã de 74 anos, que acabou por fracturar o braço direito", denunciou.
Salientou que, durante a briga, um outro filho que vinha da escola tentou apaziguar a situação, mas também foi ferido com um bloco na região da cabeça, e foi suturado com quatro pontos.
"Depois disso, fomos à esquadra, onde registamos a ocorrência, e nos foi fornecido uma guia para exames médicos no laboratório de criminalística", disse.
Acrescentou que, após os resultados saírem, isto no dia 28, retornaram à referida esquadra para apresentar os resultados.
Ao mesmo tempo, contaram, a mãe de um dos meliantes levou dois dos elementos envolvidos na agressão, que foram identificados como os principais autores dos crimes.
"A polícia local reconheceu um deles como altamente perigoso, e informou que ele havia saído recentemente da Comarca de Viana, onde esteve cumprindo pena", declarou.
"Mesmo reconhecendo que ele é altamente perigoso, a polícia o deixou em liberdade porque a família teria usado alguém influente naquela esquadra, e nem sequer foi aberto um processo criminal contra os indivíduos até a presente data", denunciaram.
De acordo com a nossa entrevistada, na última semana, dirigiram-se novamente à esquadra para saber sobre o caso.
Como resposta, disse a nossa entrevistada, um dos agentes da polícia, identificado apenas como Sérgio, proferiu palavras ofensivas aos familiares das vítimas.
" Ele nos disse que vocês não têm juízo e ninguém me chateia, mas podem ir se queixar onde quiserem'", contou, alegando que a situação está cada vez mais difícil, visto que os meliantes são vizinhos e ainda insultam as vítimas.
Respeitando o princípio do contraditório, a equipa de reportagem do jornal Na Mira do Crime contactou o chefe do DIIP da referida esquadra, identificado apenas por "Cadete" que diz dominar a situação, e que há um processo a decorrer, sem detidos, que foi remetido ao Ministério Público, aguardando pela notificação daquele órgão.
" A família tem que aprender a esperar e não pressionar", defendeu








