Dois supostos marginais alvejados com tiros na cabeça no município do Sequele
Dois indivíduos, alegadamente envolvidos em assaltos no bairro Parapeito, também conhecido como bairro José Eduardo dos Santos, no Município do Sequele, província de Icolo e Bengo, foram encontrados mortos na via pública, na última sexta-feira, 06, aparentemente alvejados com tiros na cabeça.
Por: Solange Figueira
Há bastante tempo, os moradores têm denunciado a ausência de iluminação pública e a inexistência de um posto policial na localidade, factores que, segundo eles, contribuem directamente para o aumento da criminalidade.
Explicam ainda que, os assaltos são realizados com recurso a armas de fogo e armas brancas, tanto de dia quanto à noite, atingindo residências e estabelecimentos comerciais, como cantinas.
De acordo com relatos, na passada sexta-feira, 6, por volta das 5 horas da manhã, foram encontrados dois corpos não identificados, supostamente de assaltantes, alvejados com tiros na cabeça, resultando na morte imediata de ambos no local.
Os moradores afirmam não terem ficado surpresos, uma vez que há um tanque de água abandonado na área, onde, no ano passado, foram encontrados corpos de três jovens assassinados.
O morador Domingos Pedro disse que, sábado último, o quarto onde reside foi alvo de assalto.
"Levaram-me o televisor plasma, uma botija de gás butano, o colchão e um ventilador", declarou.
Segundo ele, existe uma unidade militar na zona, mas não há um posto policial.
“Vivemos às escuras por falta de iluminação pública. Os postes de energia foram instalados, porém nunca foram ligados, porque não colocaram os cabos eléctricos. Por isso, o índice de criminalidade tem aumentado. A partir das 21 horas, ninguém mais se arrisca a circular pelas ruas, com receio de ser assaltado ou até esfaqueado por delinquentes", alertou.
O cidadão Hamilton, coordenador do bairro, afirmou que há um terreno com cerca de seis hectares disponível para a construção de uma esquadra policial, um hospital e uma escola.
"Dependemos do Comando Municipal do Sequele, que fica muito distante e, por isso, não consegue responder prontamente às ocorrências. Com uma esquadra aqui, acreditamos que a situação poderá melhorar. Há muitos anos que clamamos por socorro, mas nunca fomos atendidos", concluiu.







