SIC desmantela fábrica clandestina de whisky em pacotes com produção diária de 2.000 embalagens na província do Icolo e Bengo
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Provincial do Icolo e Bengo, desmantelou, na madrugada desta quinta-feira (12), na localidade da Funda, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, uma fábrica clandestina dedicada à produção de whisky em pacotes, onde foram detidos nove indivíduos em flagrante delito, sendo que seis cidadãos de nacionalidade Indiana, responsáveis pela fábrica, e três cidadãos de nacionalidade angolana, entre eles motoristas e pessoal do sector de recursos humanos.
Por: Carlos Quicuca
A operação foi realizada após uma denúncia e revelou que a fábrica operava durante a madrugada para evitar a actuação das autoridades governamentais.
O porta-voz do SIC-Geral, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, sublinhou que o produto era posto no mercado informal de forma dissimulada, em sacos de farinha de trigo e fuba de milho, para despistar as autoridades.
A fábrica emprega 40 cidadãos nacionais e cinco expatriados de nacionalidade Indiana, com uma produção diária de mais de 2.000 embalagens por dia.
Cada 20 pacotinhos de whisky da marca CHITA colocados em sacos de 25 quilogramas, entrando 70 embalagens por saco, colocadas em sacos que continham farelo de trigo.
Manuel Halaiwa fez saber que a ANIESA já esteve na referida empresa há um ano e aplicou uma multa por violação de algumas normas. De forma a enganar quem por ali passasse, a placa afixada no portão principal não corresponde às actividades realizadas no recinto.
Com um armazém superlotado de produtos em garrafas para embalar, os responsáveis optaram pelo lucro fácil da embalagem em sacos, que também se encontra em abundância no local, por ser mais rentável e com menos custos.
Foram encontrados, no acto da apreensão, nesta quarta-feira (11), às 19 horas, mais de 160 sacos já embalados e prontos para serem enviados aos mercados do sul de Angola, onde o produto é muito procurado, e também para o mercado fronteiriço do Luvu, com o objectivo de comercialização na República Democrática do Congo (RDC)
O Na Mira do Crime sabe que o produto apreendido foi encomendado e já pago por um indivíduo que se recusou a identificar-se.
Dos cinco cidadãos expatriados, três estão com visto de turismo já caducado, aguardando há quatro meses pela legalização.








