Tribunal de Luanda julga 52 asiáticos acusados de associação criminosa e pornografia infantil
O julgamento do processo-crime n.º 338/25, em que estão arrolados 50 indivíduos de nacionalidade chinesa, duas vietnamitas e um angolano, acusados de associação criminosa, branqueamento de capitais e pornografia infantil, começou quarta-feira, 25, em Luanda, no Tribunal Dona Ana Joaquina, com a leitura da acusação.
A nota de acusação do Ministério Público (MP) refere que no dia 28 do mês de Agosto do ano passado, no bairro Patriota, município de Talatona, o Serviço de Investigação Criminal (SIC), por conta de uma denúncia anónima, se deslocou ao Hotel Sunshine onde aferiu que a empresa MaluMesso de Jogos Electrónicos funcionava ilegalmente, pelo facto de não apresentar qualquer documento para o exercício da actividade.
A referida empresa funcionava como fachada para trabalhos de publicidade online, concretamente no recinto da TransOceanic Marketing Digital, onde foram encontrados computadores ligados em rede com plataformas com mais de 400 jogos.
O acesso à plataforma, segundo o Ministério Público, era vetado aos cidadãos angolanos, para dificultar a descoberta da conexão com Angola e evitar a intervenção das autoridades locais.
Os jogos tinham como principais usuários cidadãos do mercado brasileiro, cujos pagamentos eram feitos via pix, um sistema instantâneo criado pelo Banco Central do Brasil que permite transferências e pagamentos 24 horas por dia, 7 dias por semana, de forma rápida e segura.
C-JA (foto-NJ)








