Na Mira do Crime faz ´rastreio´ nos bairros Boa Fé, Mirú e 6 Cajueiros: Conheça os bandidos e os grupos que atormentam um dos municípios mais perigoso de Luanda “Mulenvos”
Uma equipa de reportagem do Jornal Na Mira do Crime trabalhou em algumas zonas situadas no município dos Mulenvos, onde, através das reclamações dos moradores, constatou-se in loco que o bairro Mirú, 6 Cajueiros, Boa Fé, estão entre os locais em que a criminalidade tem crescido exponencialmente, sendo que nessas zonas são verificados muitos assaltos com recurso a arma de fogo.
Por: Augusto dos Santos
Segundo dados colhidos no bairro Mirú, dois grupos de gangues são os responsáveis pela instabilidade da zona, e estes são os "UTM", onde estão os marginais "Puto Gó", "Bala Kay", entre outros; e "Os Dangeres", neste grupo fazem parte os bandidos "Da Vala", "Da Boia", "Da Nocal", "Da Lolita", bem como outros elementos por identificar.
São estes grupos e os seus integrantes têm tirado a tranquilidade dos moradores nas ruas do bairro Mirú, sobretudo nas zonas do Dom Kanga, rua da Padaria, rua do Genix, rua da Farmácia Clave, na paragem das mulheres, assim como em outros locais.
De acordo com os moradores, os criminosos realizam assaltos a mão armada em residências e na via pública, bem como ficam nas paragens a cobrar todo moto-taxista que trabalha naquele arredor.
Já no bairro 6 Cajueiros, apurou-se que os grupos que dominam aquele território estão identificados por "A Rebelião da Fala", e nesta gangue faz parte o bandido "Joy Py"; já na "UDP", pertencem os criminosos "Monix", "Josy Panda", "Nicampa", "Dinho 7" e "Horácio".
Ainda no bairro 6, encontra-se também instalada a gangue "UDG", onde se encontram os bandidos "Chibuat", "Joby", "Man Tona", "UD Loquitó", "Wi do Pri" e "M Sanda".
No mesmo bairro estão os grupos "Os Loucos do 6”, e a "UFG", os "46", a "UBC", bem como a "UTC".
Estas associações criminosas rivalizam os territórios do bairro 6 até à zona da Moagem, Fapa e arredores, são estes que durante à luz do dia, bem como as noites têm tirado o sossego dos populares, realizando assaltos em residências e na via pública.
No bairro Boa Fé, durante a reportagem identificamos alguns grupos e elementos que compõem as mesmas quadrilhas, esses marginais na sua maioria possuem armas de fogo, e os residentes estão agastados com a falta de policiamento de proximidade.
Trata-se do grupo "A Marca UTC", estes actuam junto ao Colégio Etivánio, nesta gangue fazem parte os bandidos "Susu", Wilili", "Advogado", "FB" e Du Kize; depois segue o grupo "A Formação-C", onde fazem parte os bandidos "Rei Juliano", "Derica", Das Panha" e "De Marca".
Entretanto, "Os de Marcas", que estão localizados na rua da igreja Bom Deus, estendem-se até a rua do chafariz, na Caop-c, fazem parte dessa quadrilha o "Colombiano", "Gato preto" e "Mana Choco", outro grupo é "A Caravana", estes estão localizados juntos da cantina do "Sene matado", alguns dos elementos são "De kina", "Mano Quim", "Pau", "Kingueira" e "Mana avó", depois segue o quinto grupo a "AUBC", que estão localizados no quarteirão 6, junto à escola abandonada, "Dekapa", "Malária", “Pai Tarra" e"Separa", são alguns nomes que fazem parte da referida gangue.
Segundo os moradores, estes cinco grupos uniram-se, mas não para praticar boas acções, a união foi efectuada no sentido de controlarem o território todo do bairro Boa Fé e arredores.
"Desde que houve esta união, aqui os assaltos só pioraram, porque eles são muito perigosos e a polícia não consegue dar conta da situação, está complicado aqui na Boa Fé", desabafou um morador sem ser identificado.
Outro bairro que os moradores se queixam, mas que nos últimos dias houve uma calma, é a zona do Caprédio, onde quem domina são dois bandidos altamente perigosos, identificados apenas por "Mano" e "China", estes dois bandidos possuem arma de fogo, segundo os populares um deles já chegou de confrontar um efectivo do SIC.
No município dos Mulenvos, os Outros bairros identificados pelo Na Mira do Crime que a tendência da criminalidade está em alta, é o bairro Capalanga, a rua que dá para o hospital municipal dos Mulenvos, assim como nos arredores do Norberto de Castro e a rua que dá acesso à Universidade Jean Piaget.
Quanto ao bairro Chimuco, a onda de criminalidade baixou significativamente, era um bairro muito melindroso, mas já há alguns anos que não se regista crimes de tamanha relevância.
Por outra, onde também há bastante queixa de insegurança, é a famosa rua da "Mamã Gorda", na sua maioria os marginais são flutuante, muitos destes saem de outras zonas e são accionados por bandidos locais.
Dos bairros que a nossa equipa de reportagem passou, o número de apelo vindo da população é bastante grande, os mesmos deixam um recado a polícia que a única solução para se acabar com o crime, segundo eles, é a "lei do pneu".
"Nós os moradores vamos continuar a queimar os bandidos, porque isto está demais", avisaram.








