Chefe de Operações do Comando Provincial do Bengo acusado de burlar dinheiro de pacatos cidadãos com promessas de enquadramento na polícia
Um oficial da Polícia Nacional, de nome Carlos dos Santos, que ostenta a patente de superintendente e ocupa o cargo de chefe de operações do Comando Provincial do Bengo, está a ser acusado de envolvimento em um esquema de burla de mais de 4 milhões de kwanzas, contra oito cidadãos, com promessas de enquadramento na Polícia.
Por: Kihunga Bessa
Falando à nossa reportagem, uma das vítimas, que pede anonimato, conta que no mês de Janeiro de 2023, conheceu o oficial através de um amigo, motorista, que o levou até o gabinete do acusado
Continuou dizendo que, dias depois, recebeu a proposta de ser enquadrado na Polícia Nacional, e não pensou duas vezes, uma vez que a sua paixão sempre foi fazer parte de um órgão do Ministério do Interior.
A vítima informou que, para esse efeito, o acusado cobrava uma quantia de 500 mil kwanzas e estabelecia um prazo de apenas dois meses para o enquadramento
"Eu e um outro amigo entregamos 300 mil kwanzas cada, juntamente com alguns documentos", disse.
Após a entrega do dinheiro e dos documentos, lhes foi orientado que cortassem o cabelo e abrir conta no banco BPC, garantindo que seríam integrados em Março do mesmo ano.
No entanto, disse o queixoso, no mês prometido, começaram a procurar saber mais sobre a situação, e eram orientados a aguardar.
" Depois de tanta pressão, o acusado devolveu apenas 50 mil kwanzas e já não atendia os telefonemas, foi daí que nos apercebemos que estávamos diante de uma burla", frisou.
Acrescentou que, no desenrolar da situação, perceberam-se que não eram as únicas vítimas e que, devido a essas circunstâncias, o acusado teve de ser despromovido, de Superintendente-Chefe para a atual patente de Superintendente.
O Na Mira do Crime sabe, através das vítimas, que diariamente chegam à assessoria jurídica daquela camando várias queixas de cidadãos reclamando supostos valores burlados pelo acusado.
O oficial terá sido transferido da província do Cunene pelas mesmas práticas, e há relatos que pesam sobre si processos em tribunal, na Polícia Judiciária Militar e na Inspeção da PNA.
No dia 10 de Junho do ano em curso, por volta das 9 horas, este jornal contactou várias vezes o acusado, por via telefónica, mensagens normal e WhatsApp, tendo o mesmo respondido que participava de uma atividade e que ligaria assim que estivesse disponível.
Depois de quase um mês para que o acusado se pronunciasse, remeteu-se ao silêncio.
Nesta terça-feira, 01, este jornal voltou a contactá-lo pela mesma via de mensagens normal e WhatsApp no intuito de ouvir a sua versão, mas sem sucesso.
No entanto, fonte da Policia no Bengo confirmou que o oficial em causa já terá sido sancionado sobre um processo que lhe mereceu a despromoção de um grau, pelas mesmas acções.








