Proprietário da empresa JC Andrade acusado de ameaçar matar ex-funcionárias
O Proprietário da empresa JC Andrade, João Carlos Andrade, está a ser acusado, por 03 ex-funcionárias de persegui-las e proferir ameaças de morte contra elas, por alegadamente terem defraudado a referida empresa que actua no ramo imobiliário.
Por: Cambundo Caholua
Anica, Eliane e Yolanda dizem que o seu ex-patrão está a usar, inclusive, o DIIP para persegui-las o que as leva a viver momentos desagradáveis.
No vídeo enviado ao Na Mira do Crime, alegam que em nenhum momento roubaram a empresa, assegurando que o dinheiro de todas as vendas de residências realizadas era transferido para as contas do senhor João Carlos Andrade, proprietário da JC Andrade.
Elas presumem que estão a ser perseguidas porque durante o tempo que trabalharam com o acusado foram despertando a atenção dos clientes sobre as obras descartáveis que estavam a ser construídas em vários condomínios afectos a João Carlos Andrade.
Devido ao perigo que dizem estar a correr, são obrigadas a passar noites fora de suas residências, já que “a perseguição é constante”. Exemplo disso é a jovem Yolanda, que contou que foi detida na esquadra do Chinguar, bairro Benfica, submetida a condições desumanas, ao pernoitar algemada com o seu filho de apenas 09 meses de idade, “que é alérgico a qualquer tipo de situação”.
As jovens apelam o Presidente da República, o Ministro do Interior, e o Mistério da Justiça e dos Direitos Humanos, bem como outras instituições afins, no sentido de acabarem com o que chamam de “prepotência” do acusado, pelo facto de "num estalar de dedo" conseguir mover uma patrulha da polícia para amedrontá-las.
Recorde-se que o Na Mira do Crime havia reportado uma informação que dava conta que o referido empresário está envolvido em burlas; e é proprietário dos condomínios Infinity Gold 1, Infinity 2, o Infinity; o condomínio "Quinta da Mansinha"; "Estrela de Belas; o "Orquídeas de Viana 1”, este que está em litígio com um dos parceiros.
No vídeo a que fizemos referência, as queixosas apresentaram as provas de conversas mantidas por via WhatsApp, em que apontam a forma como o senhor Andrade recebeu o dinheiro das vendas das residências. Denunciam ainda que parte das casas construídas nos condomínios já apresentam fissuras, já que são erguidas de forma a não terem durabilidade.
O Na Mira do Crime sabe que uma queixa-crime foi feita no SIC-Luanda, com o processo Nº 6920/025. Segundo as denunciantes, no passado dia 30 foram do andamento do caso, e receberam a informação que o processo já tramitou para PGR, sem mais nenhum detalhe.
Este jornal contactou de várias vezes o empresário João Carlos Andrade, por via telefónica, tendo enviado uma mensagem com o seguinte teor: "Estou reunido, um dos nossos advogados vai ligar para o senhor", fim de citação.
Entretanto, no passado dia 24 de Junho, ligou ao repórter deste jornal uma senhora, identificada apenas por Isabela, que se intitulou como funcionária da JC Andrade, apenas para exigir provas das denúncias.








