Agente do SIC não cede - Viatura envolvida em acidente há um ano continua retida no Comando Municipal do Kilamba Kiaxi
O Na Mira do Crime trouxe à baila a informação segundo a qual um efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC), conhecido apenas por Barros, inspector de investigação, afecto ao departamento dos acidentes da Direcção Municipal do Kilamba Kiaxi, está a ser acusado de reter uma viatura de marca Hyundai, modelo Accent, com chapa de matrícula LD-23-74-EP, de cor preta, envolvida num acidente de viação em Junho do ano passado. Passado esse tempo todo, a viatura continua retida sob sua custódia, sem justificação plausível.
Por: Cambundo Caholua
Segundo informações reportadas por este Jornal, a viatura em referência, estava a ser conduzida pelo irmão do proprietário da mesma, um jovem de 19 anos de idade, identificado por Denilson Ngunza Cuvula que, à data dos factos, não tinha carta de condução e envolveu-se num acidente, com um outro veículo de marca Suzuki, modelo Jimmy, com a chapa de matrícula LD-23-74-EP, de cor branca, afecto ao Banco Económico. Este estava a ser conduzido por um cidadão que responde apenas por Osvaldo.
O dono da viatura accent, identificado apenas por Sebastião, lamenta o comportamento do efectivo do SIC, já mencionado, que durante um ano e alguns dias não consegue dar resolução ao caso, e questiona a tamanha arrogância do agente em causa, que está a ser visto como querendo aproveitar-se da farda para fazer das suas.
"O meu carro completou um ano, desde que se envolveu em acidente, e continua retido. Tomei conhecimento que retiraram a viatura do local onde se encontrava. A minha viatura está a danificar-se, eu já me propus, isto há muito tempo, em pagar os danos da outra viatura, mas o senhor Barros não aceita", lamenta.
Foi mais longe ao acusar o referido agente de entrar em um acordo com o outro motorista do Suzuki, que também está envolvido no acidente e conduzia a viatura atribuída pelo Banco Económico à sua esposa de nome Elsa, no sentido deste não aceitar uma oficina que não seja da sua conveniência para a reparação dos danos.
"Muito antes, após o acidente ter ocorrido, o senhor Osvaldo do Suzuki exigiu que se levasse a viatura do Banco Económico a uma oficina de sua confiança, onde, feita as contas, os gastos para a reparação da mesma viatura rondam aos cerca de 02 milhões e 600 mil kwanzas", sublinhou.
Este dinheiro, segundo Sebastião, é muito. Entretanto, ofereceu uma outra proposta de uma oficina que ficaria a menos preços, isto é, a um milhão e 800 mil Kwanzas, para fazer o mesmo trabalho.
"Eu propus uma outra oficina para ser reparada o Suzuki pelos danos causados, nunca me neguei a reparar a viatura, mas o senhor Osvaldo com o Inspetor Barros forçaram tudo isso: criaram uma armadilha para a minha viatura accent ficar retida esse tempo fodo, como se eu não quisesse me responsabilizar pelos danos causados pelo meu irmão", afirmou.
Não tem dúvidas que Osvaldo tenha prometido dinheiro ao investigador Barros do SIC. "Por isso, eles privaram a minha viatura para eu ceder os 2 milhões e 600 mil kwanzas da reparação e eles pagarem menos que isso", revelou.
Insatisfeito com a situação, o entrevistado sublinhou que tentou de várias formas contactar o efectivo do SIC, mas este sempre mostrou-se arrogante.
Por outro lado, o mesmo efectivo recusa-se a dar o número do processo. Segundo Sebastião, não vê com bons olhos esse comportamento do Inspector do SIC.
O lesado deixou um apelo às autoridades competentes, a fim de o ajudarem a resolver a situação, uma vez que já passou muito tempo.
"Peço ajuda ao Ministro do Interior, ao Director Geral do SIC, ao Inspector do SIC, para averiguarem a arrogância e a irregularidade que este agente está a cometer", implorou.
O Na Mira do Crime deslocou-se ao SIC-Luanda, na altura, o processo ainda não estava sob custódia desta estrutura. Tentou contactar o inspetor de investigação, no caso o Barros, mas este mostrou-se, outra vez, indisponível.
Este jornal tentou contactar o Banco Económico, mas sem sucesso.








