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Julgamento de Zé Maria adiado para que o declarante Higino Carneiro participe nas actividades do MPLA

Julgamento de Zé Maria adiado para que o declarante Higino Carneiro participe nas actividades do MPLA


A sessão da manhã de ontem do julgamento do ex-chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), general António José Maria "Zé Maria" foi adiada para terça-feira da próxima semana para que o deputado Higino Carneiro, que foi arrolado como testemunha pela defesa, possa participar nas actividades do grupo parlamentar do MPLA.

O motivo apresentado por Higino Carneiro tem a ver com as visitas que os deputados do MPLA vão fazer a todos os municípios do País para saber localmente das condições de vida das populações e para verificar o grau de implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), fundamento que o colectivo de juízes do Supremo Tribunal Militar aceitou como válido, adiando o julgamento do general "Zé Maria" para o próximo dia 8.

O general "Zé Maria", em prisão domiciliária desde 17 de Junho, começou a ser julgado a 11 de Setembro. António José Maria "Zé Maria", um dos homens mais poderosos durante os anos de governação do ex- Presidente José Eduardo dos Santos, é acusado dos crimes de insubordinação, desvio de documentos militares, onde se incluem os referentes à batalha do Cuíto Cuanavale, e conduta indecorosa.

O caso está a ser julgado no Supremo Tribunal Militar (STM), no interior das instalações do Comando do Estado-maior do Exército.

Estão arrolados como testemunhas no processo-crime contra o general Zé Maria os jornalistas da TPA Ernesto Bartolomeu, Isidro Sanhanga e Mário Vaz, pelo facto de os mesmos terem apresentado documentários e programas que reportavam factos sobre a batalha do Cuíto Cuanavale.

Estão de igual modo arrolados no processo como declarantes os deputados Higino Carneiro e Monteiro Leal Ngongo e o ex-presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos.

Fazem parte do colectivo de juízes o conselheiro presidente do Supremo Tribunal Militar, general António dos Santos Neto, e os adjuntos tenente general Carlos Vicente e Fernando Tavira, juízes conselheiros.

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