Familiares dos jovens 'executados' por supostos agentes da polícia no Sequele desconfiam do envolvimento da ex-mulher de uma das vítimas
Familiares e vizinhos dos irmãos António Adriano Pacato, de 37 anos de idade e Paulo Adriano Pacato de 31 anos de idade, moradores da zona Soconifa, bairro da Vidrul, município do Sequele, província de Icolo e Bengo, assassinados a tiro depois de serem retirados das suas residências, na noite de terça-feira, 08, por supostos agentes da Polícia Nacional, colocados na Esquadra 22 de Junho, desconfiam que a ex- esposa de uma das vítimas esteja envolvida na mortes dos jovens.
Por: Kihunga Bessa
Segundo apurou o Na Mira do Crime, o casal estava separado há quatro meses depois de várias brigas, numa relação que durante 17 anos teve muitos problemas, promessas de mortes por parte da acusada.
De acordo com um dos familiares, no domingo, 06, por volta das 19 horas, a ex-mulher de António Adriano Pacato, de 37 anos, com quem teve cinco filhos, dirigiu-se à residência dos pais dos jovens, onde o esposo teria se refugiado após a separação.
"Ela brigou com ele e, como sempre, prometeu-lhe a morte", atirou um familiar.
"O relacionamento deles nunca foi saudável, era de muitas turbulências e sempre que brigassem ela prometia a morte ao marido, desta vez não foi diferente, ele decidiu deixar a casa e se refugiou em casa dos seus pais, que actualmente vivem numa outra província", explicou.
Acrescentou que no domingo a jovem seguiu o marido e brigaram, enquanto isso, o irmão não admitiu que a ex-cunhada destruísse as coisas dentro de casa dos pais, começou a ralhar com ela, e, em resposta, a jovem voltou a prometer a morte.
Salientou que, na terça-feira, 08, por volta das 23 horas, quando às vítimas estavam a ser levadas, os supostos agentes terão dito que uma senhora havia feito uma denúncia sobre eles.
"O que chamou atenção é o facto dos supostos agentes da polícia terem dito sobre a denúncia efectuada por uma senhora, e no dia seguinte quando nos dirigimos a esquadra para participar a ocorrência, encontramos a ex- mulher em conversa com um dos polícias no piquete, tão logo nos viu a chegar saiu apressada", desconfiou.
Revelou que, assim que regressaram para a casa do óbito, a família tentou entrar em contacto com a ex-cunhada por causa dos filhos, mas dizem que ela já não estava na residência.
Numa conversa descontraída com os vizinhos, consideraram que às vítimas eram boas pessoas, e não percebem às reais causas da sua execução.
Entretanto, a equipa de reportagem deste jornal deslocou-se até a residência da acusada para ouvir o contraditório, mas infelizmente a casa encontrava-se fechada.
Este jornal sabe que os restos mortais das vítimas serão sepultados nesta segunda-feira, 14, na província do Bengo, e a família clama por justiça








