No Icolo e Bengo: Cidadão da Guiné Conacry acusado de abusar sexualmente menor de 8 anos (na boca e no ânus)
Um cidadão da Guiné Conacry, que aparenta ter 38 anos de idade, identificado por Sérgio Mutchumbo Tchiaze, está a ser acusado de abusar sexualmente, no passado dia 18 do mês de Junho, uma menor de 8 anos de idade, no interior da sua cantina, localizada no Zango 3, município do Calumbo, província do Icolo e Bengo.
Por: Cambundo Caholua
Segundo a irmã mais velha da menor que falou exclusivamente para o Na Mira do Crime e que pediu para não ser identificada, tudo começou por volta das 11 horas do dia em referência, quando mandou a vítima comprar salsicha e esta dirigiu-se à cantina do acusado.
Dada a demora da lesada, a irmã ficou preocupada, e dirigiu-se à cantina do suspeito. "Quando eram 12 horas e 30 minutos, ainda não estava em casa, então, ficamos preocupados e saímos à procura dela. Como eu sei que à frente de casa há uma cantina, onde ela disse que iria, eu fiquei à espera dela na porta desta cantina", começou por explicar.
Revelou que, como o cidadão em causa já é suspeito e tem assediado várias meninas, ela, tão logo chegou à cantina do mesmo, percebeu que no exterior havia um outro moço, irmão do acusado, que estava supostamente a vigiar quem estivesse a se aproximar.
"Fiquei dentro do quintal, atrás da porta, a espreitar e percebi que a cantina abriu, a minha irmã saiu, a endireitar o vestido, o que me preocupou porque o mesmo moço da cantina é um pedófilo e já me tinha assediado várias vezes", desvendou.
Contou que ficou preocupada com a irmã, tendo perguntado o que aconteceu, e ela, com medo, pôs-se a chorar, mas ao mesmo tempo a alegar que o cidadão não havia feito nada.
"Respondeu que estava tudo bem, mas eu insisti, perguntando a ela o que aconteceu, ela continuou negando. No mesmo dia, por volta das 19 horas, eu regressei à mesma cantina para tirar satisfação, encontrei o mesmo moço que estava a vigiar. Perguntei o por quê que a minha irmã demorou tanto tempo na cantina, uma criança daquela", questionou.
Conta que o irmão do suposto predador sexual respondeu que estavam apenas conversando com a menor, e que nada de errado tinha acontecido. Questionou ao jovem o que uma criança de oito anos ia conversar com dois adultos e demorar aquele tempo.
"Ele já não me respondeu, percebi que algo errado tinha acontecido com a minha irmã, cheguei em casa, não falei nada para a minha mãe, mas no dia seguinte o mesmo que abusou a minha irmã chamou-me quando eu estava ir à escola. Disse que queria conversar comigo e com a minha mãe, eu respondi que a minha mãe não estava em casa e comigo só poderia conversar quando eu voltasse da escola", sublinhou.
"O moço, assim que veio conversar connosco, logo que a minha irmã o viu, fugiu", disse, tendo acrescentado que o implicado, naquele dia, negou todas as acusações e ainda desafiou a família a ir fazer queixa onde quisessem, porque nada lhe iria acontecer.
A mãe, assustada, ainda perguntou à menina o que aconteceu para ela fugir, esta respondeu que não havia nada, depois da retirada do acusado, ela revelou que Sérgio despiu-lhe o vestido e segurou-a nos seios e introduziu o seu órgão genital na sua boca.
Segundo a irmã, depois de muita insistência com a menor para contar o que, de concreto, havia ocorrido, é quando esta desvendou que foi abusada na região do ânus, no interior da cantina, onde o cidadão expatriado estendeu um saco e exigiu a mesma deitar, posteriormente abusou-a na região do ânus.
A mãe ressaltou que a polícia foi até ao local, e deteve o mesmo na esquadra do SIAC, Zango 4, tendo sido, posteriormente, transferido para o Zango 8 mil, onde abriram os processos N-5.401/25/PGR e N-6439/025 SIC.
A família não entende a causa que levou as autoridades a colocar o cidadão em causa em liberdade, uma vez que esteve detido por quase duas semanas na esquadra do Zango 8 mil.
No entanto, com uma estranheza, foram surpreendidos com o facto do Ministério Público ter aplicado a medida sob termo de identidade e residência.
A mãe da menina explicou que se fez o exame laboratorial no laboratório criminalística do SIC, isto no Zango 8 mil, o resultado confirmou que a pequena foi abusada na região do ânus.
Segundo a mãe, a mesma já se encontra sob cuidados psicológicos, visto que isto tem afectado muito a sua forma de ser.









